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Editor: Talita Angeoleti Buss

Colaboradores: Luana Paula Golanowski, Camila Coelho Carneiro e Gabriela Correia de Brito.


Introdução

O AVC conforme dados do Ministério da Saúde em 2006, é a principal causa de morte no Brasil, ultrapassando o infarto, o câncer e até acidentes de transito. Conhecido popularmente entre a grande maioria da população como derrame, o acidente vascular cerebral é uma doença que se caracteriza pela diminuição da função em algum lugar no cérebro, que persiste por pelo menos 24 horas. Neste local com déficit de função há um distúrbio na circulação cerebral que começa abruptamente sendo o déficit neurológico máximo no seu início podendo progredir ao longo do tempo. Quando este déficit dura mais de 24 horas, e posteriormente volta ao normal é dito como um déficit neurológico isquêmico reversível (DNIR).

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Fonte: http://www.snookerclube.com.br/imagens/trombose.gif

O acidente vascular cerebral pode ser dividido em duas categorias conforme a figura ao lado:

• O acidente vascular isquêmico que é um fechamento de um vaso sangüíneo (artéria de grande e pequeno porte) que interrompe o fluxo de sangue a uma região específica do cérebro, interferindo nas funções atribuídas à aquela região afetada, produzindo sintomas característicos do local da lesão. Esse fechamento pode ser causado por um trombo (coagulo de sangue formado em alguma artéria no cérebro) ou por embolia (um embolo formado em alguma parte do corpo distante do cérebro que é levado pela circulação sanguínea até o mesmo, este embolo pode ter origem de coágulos geralmente provenientes do coração, por uma placa de gordura, por agregados de plaquetas ou por bolhas de ar).

• No acidente vascular hemorrágico existe um sangramento em algum local do cérebro por um rompimento de algum vaso sanguíneo. Esse sangramento pode ser resultado de aneurisma.

Irrigação do cérebro

A irrigação cerebral é suprida por um extenso sistema de ramos provenientes de algumas artérias que classificamos como muito importantes para que aconteça o fluxo sanguíneo adequado no cérebro.

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Fonte: http://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/images/ency/fullsize/9552.jpg

Carótidas: possuímos uma artéria carótida do lado direito e outra do lado esquerdo do pescoço (conforme a figura ao lado direito que mostra uma das duas artérias carótidas) elas dão ramo às carótidas externas e carótidas internas, sendo que estas mandam o sangue respectivamente cada uma para um lado do cérebro.

Cerebrais médias: possuímos uma de cada lado do cérebro, elas são provenientes das carótidas e são responsáveis pela maior parte da irrigação do cérebro além das cerebrais anteriores e posteriores.

Cerebrais médias: possuímos uma de cada lado do cérebro, elas são provenientes das carótidas e são responsáveis pela maior parte da irrigação do cérebro além das cerebrais anteriores e posteriores.

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Fonte: http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/spanish/ency/images/ency/fullsize/18009.jpg

Vertebrais: possuímos uma de cada lado do pescoço, elas passam por dentro da coluna vertebral e irrigam a parte posterior do cérebro, estas dão ramos importantes como a AICA (artéria cerebelar ântero-posterior) e PICA (artéria cerebelar posterior-inferior).

Polígono de Willis: este círculo ou polígono, conforme ilustrado na figura ao lado, é uma junção de quatro artérias que suprem o cérebro (as duas artérias vertebrais e as duas artérias carótidas internas). Ele é formado por ramos dessas artérias que são as artérias cerebrais posteriores, artérias comunicantes posteriores, artérias carótidas internas, artérias cerebrais anteriores e artéria comunicante anterior.

Depois de se ver a quantidade de vasos sanguíneos que se possui para irrigar o cérebro, voltaremos a falar do AVC, sobre seus fatores de risco, sintomas, sequelas e prevenção.










Fatores de risco para o AVC

Podem-se citar vários fatores que predispões a um AVC, tais como:

• Pressão alta,

• Doença cardíaca,

• Fibrilação atrial,

• Diabetes,

• Tabagismo,

• Hiperlipidemia (problemas com o colesterol alto)

• Uso de pílulas anticoncepcionais,

• Álcool,

• Obesidade,

• Outras doenças que acarretem aumento no estado de coagulabilidade (coagulação do sangue) do indivíduo.

Sintomas

Os sintomas que se pode apresentar quando se tem um AVC vai depender do tipo de AVC que a pessoas está tendo, seja isquêmico ou hemorrágico, vai depender também da localização no cérebro, da idade do paciente, entre outros fatores. Podemos citar como alguns dos sintomas a dor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente, instabilidade, vertigem súbita intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos. Outros sintomas estão descritos abaixo:

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Fonte: http://saude.abril.com.br/imagens/0308/medicina-avc-308-03.jpg

Perda de força: Em um dos membros (braço, perna) ou face (como mostra a figura ao lado onde a face direita apresenta perda de força) pode acontecer fraqueza e é o sintoma mais comum dos acidentes vasculares cerebrais. Pode acontecer por falta de oxigênio (isquemia) em todo o hemisfério cerebral ou em apenas em uma área específica. A fraqueza pode ocorrer de diferentes formas podendo ser de maior intensidade na face e no braço que na perna; ou mais intensa na perna que no braço ou na face; ou ainda esta fraqueza pode estar em conjunto com outros sintomas. Estas diferenças dependem da localização da isquemia, da extensão e da circulação cerebral acometida.

Distúrbios Visuais: Em um dos olhos a perda da visão repentina, assusta os pacientes e geralmente faz com que se procure rapidamente um médico. Pode-se sentir uma sensação de "sombra" ao enxergar.

Perda sensitiva: A dormência normalmente está em conjunto com a diminuição de força (fraqueza), confundindo o paciente.

Linguagem: Alterações na linguagem e na fala são comuns entre os pacientes assim alguns deles falam pouco e com esforço, gerando frustração (consciência do esforço e dificuldade para falar); outros pacientes podem apresentar outras alterações de linguagem, com frases longas, porém fazendo pouco sentido, e com muita dificuldade para compreensão da linguagem. Contatos do paciente normalmente descrevem ao médico como se o paciente estivesse confuso e com dificuldades de se comunicar.

Convulsões: Em alguns casos de acidente vascular hemorrágico, os sintomas descritos acima, se apresentam mais graves e de rápida evolução. Pode acontecer uma hemiparesia que é a diminuição de força de um lado do corpo do paciente que é o lado oposto ao sangramento, por exemplo, se o paciente possui sangramento do lado esquerdo do cérebro, ele terá hemiparesia do lado direito do corpo. Posteriormente este sangramento pode crescer, causar inchaço, atingindo outras estruturas próximas a lesão de grande importancia, levando a pessoa ao coma. Estes sintomas podem acontecer tão rapidamente que as vezes levam questões de minutos.

Incontinência urinária e prisão de ventre: Muitas vezes o controle da bexiga está prejudicado ou ausente, mas isto costuma melhorar rapidamente. A prisão de ventre porém pode ser um problema sério, devido a fraqueza muscular da parede intestinal, durante os primeiros dias.

Vida sexual: A medida que o paciente melhora e volta a um estilo de vida normal, não existe nenhum motivo que o impeça de retornar as relações conjugais, uma vez que tenham sido normais, anteriormente.

Seqüelas ocasionadas pelo AVC

É muito importante que em casos de sintomas de AVC, o paciente seja levado o mais rapidamente para o hospital, pois como dizem vários médicos “tempo é cerebro”. Quanto mais rápido for o inicio do tratamento e se o paciente aderir completamente a ele, então mais rápido os sintomas desaparecerão e o paciente pode voltar a uma recuperação completa.


Como se previne o AVC?

O Acidente Vascular Cerebral pode ser prevenido com controle dos fatores de risco já descritos. Em casos de hipertensão deve-se fazer o controle da pressão, controlar a diabetes, redução do peso, controle de colesterol, reeducação alimentar, parar de fumar, fazer atividades físicas regularmente, entre outros.


Conclusão

Após ter lido este texto pode-se dizer então que o AVC tem conseqüência grave se não tratado e diagnosticado com antecedência, portanto vale ressaltar a importância de consultar um médico ao ter uns dos sintomas listados, pois novamente deve-se repetir que como dizem vários médicos “tempo é cérebro”.


Fontes bibliográficas

1. FAUCI, Anthony S. Harrison medicina interna. 17ª ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill, 2008.

2. MOORE, Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 3ª edição. Rio de Janeira: Guanabara Koogan, 1992.

3. BLUMENFELD, Hal. Neuroanantomy trough Clinical Cases. 1ª edição. Massachusetts: Sinauer Associates, Inc; 2002.

Links relacionados

1. ABC da saúde. Disponível em: <http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?6> acesso em: 15 de nov. 2009.

2. Dicas em saúde. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/html/pt/dicas/105avc.html> acesso em: 21 de nov. 2009.

3. AVC como primeira causa de morte brasileira. Disponível em: <http://www.creb.com.br/site/destaques/primeira-causa-de-morte-no-pais-o-avc-e-uma-questao-de-saude-publica-urgente/> acesso em: 21 de nov. 2009.

4. Subtipos de AVC. Disponível em: <http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/variedades/acid_vasc_cerebral.htm> acesso em: 21 de nov. 2009.

5. Vascularização Cerebral. Disponível em: <http://www.auladeanatomia.com/neurologia/vascularizacao.htm> acesso em: 26 de nov. 2009

6. Atividade física para exercitar o seu cérebro. Disponível em: <http://www.vidaintegral.com.br/noticias.php?noticiaid=621> acesso em: 26 de nov. 2009

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