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Autor: Rodrigo Juan Basse

Colaboradores: Álisson Hideto Hachya, Gustavo Dalmora e Tiago Amaral Slaviero.


Introdução

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Fonte:http://www.fmrp.usp.br/cg/novo/images/pdf/conteudo_disciplinas/artriteidiopatica.pdf

Artrite Idiopática Juvenil (AIJ) antigamente conhecida como Artrite Reumatoide Juvenil, é uma doença que vem acometendo crianças e adolescentes com idade igual ou inferior a 16 anos em todo o mundo tendo similaridade com a Artrite que acomete os adultos, sua característica geral é o surgimento de processo inflamatório em diversas articulações do corpo, podendo afetar órgãos como olhos, fígado, baço, pleura e pericárdio; outra consequência desta enfermidade é a diminuição e incapacidade de movimento se não for tratada adequadamente.

Seu caráter crônico (não possui cura) tem grande impacto nesta faixa etária, pois influi diretamente  no crescimento e seu desenvolvimento como um todo, necessitando um diagnóstico preciso e um tratamento de inicio rápido e efetivo para diminuir os danos que possam ser causados e futuras sequelas que poderão se desenvolvidas.


Epidemiologia

No Brasil não foram diagnosticados casos de AIJ, mas sua frequência é muito maior em países europeus, EUA e Canadá; segundo dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia “dados provenientes de países da América do Norte e da Europa indicam que cerca de 0,1 a 1 em cada 1.000 crianças têm essa doença”; é uma doença que não possui diferenciação por sexo seu diagnóstico na área pediátrica exige atenção e cuidados do médico, pois é uma doença que pode ser confundida com facilidade com diversas outras doenças reumatologicas como no caso a febre reumática e lúpus que possui uma um alta frequência em crianças.


Causas

Não é conhecido atualmente uma causa especifica que desencadeia a AIJ, entre os diversos estudos realizados que pode apresentar um foco hereditário por predisposição familiar, e que na maioria dos casos os primeiros sinais da doença aparecem por estímulos como infecções, traumas e/ou estresse.

O desenvolvimento desta doença depois de desencadeada por um ou mais dos fatores já citados, o curso da doença depende do nosso sistema de defesa (imunológico), onde células como Linfócitos T e B (células de defesa do nosso organismo) são estimuladas a agir intensamente nas regiões que apresentam foco inflamatório, juntamente com outras células imunológicas como neutrófilos que liberam diversas substancias que irão afetar nosso organismo gerando uma maior rigidez e dor da região, chegando a causar lesões e destruição óssea.

Vale salientar que esta doença não é transmitida de pessoa para pessoa de forma infecciosa como uma gripe ou pelo contato direto com pessoas portadoras.


Classificação 

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Fonte:http://cynthiafurtado.blogspot.com.br/2010/11/o-que-e-artrite.html

A Artrite Idiopática Juvenil pode ser classificada de diversas formas, dependendo do número de articulações que são afetadas sendo assim, existem AIJs pauciarticulares/oligoarticular que afetam até 4 articulações sendo mais incidente nas articulações do joelhos e tornozelos; podem ser poliarticulares que  causam danos a 5 ou mais articulações seguindo os joelhos e tornozelos juntamente com cotovelos, punhos e as pequenas articulações presentes nos pés, mãos e em algumas situações (raras) no ouvido interno; nestes casos deve-se ter um acompanhamento oftalmológico devido as chances aumentadas de desenvolver doenças nos olhos e que em sua grande maioria, não demonstram nenhum sintoma sugestivo, e por último apresenta forma sistêmica, que além de afetar as articulações já citadas em maior intensidade apresenta febre maior de 39ºC entre diversos picos durante o dia, e sintomatologia similar a já citadada, com o diferencial da presença de feridas/marcas na pele pela reação imunológica em alta.


Sintomas

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Fonte: http://jmarcosrs.files.wordpress.com/2010/04/ar2binicio.jpg

Os sintomas são típicos de um processo inflamatório apresentando inchaço da região da articulação, nem sempre causará dor diferente das artrites que afetam os adultos, e a presença de vermelhidão no local não é frequente, outro fator importante é a dificuldade para movimentar as articulações afetadas geralmente após acordarem, podem ser percebidas dificuldades na caminhada do paciente e dificuldade para realizar movimentos comuns que antes eram normais.

Pode ser apresentado no quadro febre, “ínguas” (linfonodo inchado) e um aumento do fígado (hepatomegalia) e do baço (esplenomegalia), mas não são sintomas comuns a todos os casos, e vale salientar que podem ser apresentados conforme o avanço da doença sem um tratamento adequado.


Diagnóstico

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Fonte:http://www.fmrp.usp.br/cg/novo/images/pdf/conteudo_disciplinas/artriteidiopatica.pdf (ambas).

O diagnóstico é baseado na história do paciente e com base na clínica, não existem exames com especificidade que comprovem com total certeza, essa realidade esta presente na grande maioria das doenças reumáticas, uma medida utilizada para poder ter um parâmetro geral é a dosagem de fatores inflamatórios e imunológicos (células imunes, fatores de defesa, substancias secretadas pelo organismo de forma anormal nestes casos). No caso da AIJ deve-se levar em conta a faixa etária entre crianças menores ou com 16 anos e a sintomática sugestiva (já apresentada) com a presença de dores articulares e que durem por períodos superiores a 6 semanas.
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Fonte:http://www.fmrp.usp.br/cg/novo/images/pdf/conteudo_disciplinas/artriteidiopatica.pdf (ambas).



O histórico apresentado durante a consulta juntamente com o exame físico do paciente são utilizados como instrumento diagnóstico, entretanto o médico deve ser capaz de diferenciar uma doença de origem infecciosa ou outras anormalidades reumatologicas.





Tratamento

O tratamento veria conforme a intensidade e o tipo da AIJ, segundo Merck “Os sintomas da artrite reumatóide juvenil desaparecem completamente em até 75% das crianças. O prognóstico é pior para aquelas que apresentam muitas articulações afetadas e que também apresentam fator reumatoide.”, outra característica do tratamento é a individualização seguindo cada caso e quanto mais precoce o começo melhores as perspectivas.

Deve-se sempre associar a outras áreas como fisioterapia, exercícios e acompanhamento ortopédico, pela faixa etária que esta enfermidade atinge vale frisar sobre a importância da família para auxiliar o cumprimento do tratamento pelo paciente.

Seguindo o tratamento farmacológico, grande parte dos fármacos são utilizados para diminuir processo inflamatório, a resposta imune e as dores que possam ser apresentadas; em primeiro caso é comum o médico prescrever um anti-inflamatório não hormonal como a aspirina (ácido acetil-salicilico), naproxeno dentre outros que são eficientes no combate ao processo inflamatório consequentemente diminuindo edema e auxiliando a motilidade, se comparada com outras classes medicamentosas possui menos efeitos colaterais. Seguindo uma linha mais agressiva são utilizados imunossupressores (corticoides) como ciclosporina e azatioprina, que combatem o próprio sistema imunológico diminuindo as reações inflamatórias, deve ser salientado que esta linha de terapia apresenta muitos efeitos colaterais podendo afetar o crescimento e desenvolvimento geral do paciente, dentre outros como diabetes e hipertensão, juntamente com o aumento da susceptibilidade a contrair doenças infecciosas devido a supressão do sistema imune; uma das vantagens é a aplicação local através de injeções nas articulações afetadas podendo ser prescrita de forma sistêmica, também é prescrita para pacientes que possuem resistência a anti-inflamatórios ou seu efeito reduzido.

Atualmente esta sendo aplicado um tratamento de base biológica (infliximabe e etanercepte) como recurso a casos graves em que as terapias anteriores não surtiram efeitos, sua aplicação é venosa (vasos sanguíneos) e pode ter efeitos colaterais variando desde uma hipersensibilidade alérgica ao medicamento até imunossupressão (deficiência da defesa do corpo) aumentando o risco de contaminação infecciosa.

Por ser uma doença crônica o tratamento é continuo, o diferencial é que pode ser ajustado conforme melhoras ou agravos no quadro do paciente, é de suma importância não interromper o tratamento pois podem ocorre um agravamento das inflamações e lesões causadas pela doença piorando a capacidade física do paciente.

Os pais devem sempre ficar atentos ao tratamento do filho e levar em consultas periódicas para monitoramento dos fármacos e prognóstico do seu filho. 


Referências:

Cartilha da Sociedade Brasileira de Reumatologia, Artrite Idiopática Juvenil. Disponível em: <http://www.reumatologia.com.br/PDFs/Cartilha%20Artrite%20Idiop%C3%A1tica%20Juvenil.pdf>. Acesso em: 20 de Novembro de 2012.

FERRIANI,Virgínia P.L.; Artrite Idiopática Juvenil. Disponível em: <http://www.fmrp.usp.br/cg/novo/images/pdf/conteudo_disciplinas/artriteidiopatica.pdf>. Acesso em: 20 de Novembro de 2012.

HILÁRIO, Maria O.E.; Artrite Reumatoide Juvenil; Disponível em: <http://emedix.uol.com.br/doe/reu002_1g_artritereumaj.php>. Acesso em: 20 de Novembro de 2012.

SCHAINBERG, Cláudia G.; Artrite Idiopática Juvenil. Disponível em:<http://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/3203/artrite_idiopatica_juvenil.htm>. Acesso em: 20 de Novembro de 2012.

Sociedade Brasileira de Reumatologia. Disponível em: <http://www.reumatologia.com.br/index.asp?Perfil=&Menu=DoencasOrientacoes&Pagina=reumatologia/in_doencas_e_orientacoes_resultados.asp>. Acesso em: 20 de Novembro de 2012.


Links Relacionados:

[Doenças Imunes relacionadas/e Artrite Idiopática Juvenil]<http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/11183>. Acesso em: 20 de Novembro de 2012

[Fonte complementar sobre Artrite Idiopática Juvenil] <http://www.spsp.org.br/spsp_2008/materias.asp?Id_Pagina=425&sub_secao=104>. Acesso em: 20 de Novembro de 2012.

[Estudo realizado  pela U.S.P. sobre a clínica e incidência da AIJ] <http://pediatriasaopaulo.usp.br/upload/pdf/881.pdf>. Acesso em: 20 de Novembro de 2012

[Doenças reumáticas relacionadas] <http://www.min-saude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/doencas/doencas+reumaticas/oquesaodoencasreumaticas.htm>. Acesso em: 20 de Novembro de 2012.

[Doenças reumáticas e orientações segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia]<http://www.reumatologia.com.br/index.asp?Pagina=reumatologia/principaisDoencasEorientacoesPaciente.asp>. Acesso em: 20 de Novembro de 2012.

[Programa Nacional para tratamento e combate as doenças Reumatológicas]<http://www.dgs.pt/upload/membro.id/ficheiros/i006345.pdf>. Acesso em: 20 de Novembro de 2012.


Vídeos: 

[Artrite Reumatoide –Geral]<
ARTRITE REUMATOIDE.wmv-102:18

ARTRITE REUMATOIDE.wmv-1

>.Acesso em 20 de Novembro de 2012. 







[Artrite Reumatoide no Bem Estar Rede Globo] <
Artrite Reumatoide no Bem Estar Rede Globo 2 mp4-013:31

Artrite Reumatoide no Bem Estar Rede Globo 2 mp4-0

>.Acesso em 20 de Novembro de 2012. 







[Artrite Reumatoide (Inglês)]<http://www.youtube.com/watch?v=j22SmpnOL24
Artrite Reumatóide.wmv-101:20

Artrite Reumatóide.wmv-1

&feature=related>.Acesso em 20 de Novembro de 2012. 

 

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