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Autora: Verônica Tiemi Okamoto

Colaboradores: Claudia Cristina Lovatel; Mayja Liza Ricardo; Nancy Fernanda Gomes de Souza


Definição

O maior órgão do nosso corpo é a pele. Esse órgão é constituído por duas camadas: Epiderme (mais externa) e a Derme (mais interna).

O câncer de pele ocorre devido à proliferação exacerbada de células anormais da pele. Esse tipo de câncer é o mais freqüente, porém corresponde a 25% dos tumores malignos, ou seja, a maioria é benigna.


Introdução

Basicamente existem três tipos de câncer de pele, sendo dois não melanomas (carcinoma basocelular e o espinocelular) e um melanoma.

Figura1 VeronicaOk cancerpele.gif

Fonte: http://esteticalarissagodoi.blogspot.com/2011_04_01_archive.html

Carcinoma basocelular: é o câncer de pele mais freqüente, é decorrente da proliferação anormal de células da camada mais profunda da epiderme. É uma neoplasia maligna, porém, possui um aumento lento.

Carcinoma espinocelular ou carcinoma de células escamosas: ocorre devido ao crescimento anormal de células do centro da epiderme.

Melanoma: ocorre nos melanócitos, que são células que produzem melanina, ou seja, dão pigmentação à pele. É o tipo de câncer de pele menos freqüente, porém, é a maior causa de mortalidade de doenças de pele.



Melanoma

Será abordado especificamente este tipo de câncer de pele por ter um crescimento rápido, agressivo e um elevado poder de metástase (se espalhar pelo corpo) responsável pelo alto potencial letal dessa doença.


Epidemiologia

A incidência do melanoma está aumentando de forma drástica. Se continuar havendo esse crescimento em dez anos o risco de melanoma durante a vida poderá ultrapassar 1%. O melanoma já representa 3% de todos os tipos de casos novos de câncer no mundo, ultrapassando os índices do câncer de estômago e leucemia.


Fatores de risco

Exposição à luz solar: Baseado em estudos científicos, o raio solar é a principal causa do melanoma. Tais estudos demonstram que os locais onde normalmente se encontram os melanomas são os mais expostos a luz do sol, por exemplo, nas mulheres, a incidência de melanoma nas pernas é maior do que em homens, deve-se ao fato de mulheres exporem mais suas pernas. Em locais onde são usadas duas peças de roupa (roupa mais calcinha ou cueca) a incidência de melanoma é menor.

Fator genético: Estima-se que 8-12% dos pacientes com melanoma possuem histórico familiar da doença. É de grande importância a investigação do histórico familiar de parentes com melanoma, uma vez que esses fazem parte de um grupo de alto risco.

Fator físico: Pessoas que possuem pouca pigmentação da pele (pele clara), cabelos loiros ou ruivos, olhos verdes ou azuis, são pertencentes a um grupo que possuem risco elevado de adquirir melanoma.

Fator hormonal: O índice de melanoma antes da puberdade é muito baixo (raro). Assim, sugerindo que a puberdade aumenta o risco de desenvolvimento de melanoma. Outra evidência que relaciona a interferência de hormônios foi a detecção de receptores de estrogênio e progesterona presentes no melanoma.

Idade: pessoas maiores de 15 anos de idade aumentam o risco de serem diagnosticados com melanoma.


Diagnóstico Clínico

As lesões provocadas pelo melanoma podem ser encontradas em qualquer localidade da pele, mas ocorre principalmente na face. Quando surgem manchas com pigmentação irregular deve ser realizada uma biopsia da lesão, para analisar de forma histológica se houve invasão da camada mais interna da pele (derme).

Figura2 VeronicaOk ABCDEmelanoma.jpg

Fonte: http://esteticalarissagodoi.blogspot.com/2011_04_01_archive.html

É de grande importância a realização do diagnóstico precoce do melanoma, porém há fatores que prejudicam que isso ocorra, como a demora da procura de um médico pelo paciente, ou por falta de informação ou por medo.

Quando há surgimento de nevos pigmentares (tumor benigno dos melanócitos) deve haver um acompanhamento caso ocorra alguma alteração, pois podem indicar uma provável modificação para melanoma. Assim, devem-se observar alguns sinais que podem demonstrar essa mudança, ficar atento ABCD do melanoma.

Assimetria: Lesão se torna assimétrica, ou seja, quando a lesão é dividida ao meio por uma linha imaginária suas metades não podem ser sobrepostas.

Borda irregular: Presença de saliências ou depressões nas bordas da lesão.

Coloração heterogênea: Quando uma mesma lesão apresenta várias cores.

Diâmetro: Diâmetro da lesão superior a 6mm.




Além do ABCD, há outros critérios que também são utilizados para a avaliação de melanoma, como os citados na tabela a seguir.

Tabela1 VeronicaOk criteriosmelanoma.jpg

Fonte: SAMPAIO, S.A.P.;RIVITTI, E.A. Dematologia. 3ª edição. São Paulo: Editora Artes médicas Ltda. 2008.








Diagnóstico Diferencial

Várias lesões na pele que apresentam pigmentação exigem diagnóstico diferencial com melanoma maligno. Dentre essas lesões cutâneas estão: queratose seborréica, carcinoma basocelular, dermatofibroma, angioma capilar trombosado, tumores vasculares trombosados.

Hoje em dia, tem sido utilizada a técnica da dermatocospia para ajuda à semiologia das lesões pigmentadas. Essa técnica utiliza o dermatoscópio ajudando a observar determinados padrões de pigmentação e morfologia da lesão cutânea, ajudando a aumentar a precisão do diagnóstico. Porém, para o diagnóstico certo deve ser utilizado o exame histopatológico. Para a retirada de um pedaço dessa lesão para ser realizado uma biopsia, necessita-se de um médico especializado, devendo ser escolhido a área desse tumor mais representativa ou mais espessa.


Tratamento

Para a escolha de um tratamento mais apropriado deve-se fazer uma avaliação mais profunda do paciente. Sinais e sintomas devem ser avaliados, por exemplo, presença de cefaléia ou convulsões devem ser analisados através de exames de imagem.

O melanoma, por ser uma doença com alta taxa de malignidade necessita de atenção de diversas especialidades. O único tratamento efetivo para o melanoma maligno é a retirada cirúrgica completa da lesão. A retirada desse tumor deve abranger uma área de tecido normal se estendendo até a fáscia do músculo. O sucesso desse procedimento depende da fase em que o tumor se encontra e do procedimento cirúrgico com uma margem de segurança adequada de retirada da lesão.

O melanoma localizados nas unhas, as vezes, necessitam de amputação parcial do dedo, embora ainda não há comprovações que esse procedimento provoca uma melhora no controle local da lesão. Pacientes que por algum motivo não podem ser operados podem recorrer a radioterapia em altas doses ou crioterapia (abrange diversos tratamentos no âmbito da fisioterapia).


Prognóstico

Sexo: Segundo um grande número de estudos as mulheres com melanoma apresentam melhores taxas de sobrevida do que os homens.

Localização tumoral: Vários estudos demonstraram que a localização do melanoma é um fator independente na sobrevida dos pacientes. Porém, em geral, lesões nas extremidades do corpo estão associados a um melhor prognóstico.

Idade: Pessoas com idade mais avançada, em geral, possuem pior prognóstico para o melanoma.

Espessura tumoral: A espessura do melanoma e profundidade são fatores determinantes para sobrevida do paciente.


Prevenção e detecção precoce do melanoma

O aumento na ocorrência de casos de melanoma vem despertando maior interesse das pessoas em prevenir e detectar precocemente as lesões. O método mais aconselhado para a prevenção do melanoma é proteção contra a luz solar desde a infância. O uso de protetor solar, busca de sombra e uso de roupas protetoras ajudam para essa prevenção. Programas de educação comportamentais que visam atingir desde adultos até crianças já foram implantados em berçários, centros de cuidados à saúde, praias e escolas.

Figura3 Veronicaok autoexamecancerpele.jpg

Fonte: http://cancro121.yolasite.com/galeria-de-imagens.php

Como fatores genéticos também aumentam o risco de melanoma, é indicado a educação e triagem de pessoas que possuem pacientes portadores de melanoma na família.

A detecção prematura deverá aumentar a taxa de cura do melanoma. Assim, a educação coletiva na conscientização da detecção precoce deve ser expandida. É aconselhado ficar observando modificações de manchas na pele com o auto-exame.





Referências Bibliográficas

SAMPAIO, S.A.P.;RIVITTI, E.A. Dematologia. 3ª edição. São Paulo: Editora Artes médicas Ltda. 2008. 1237-1246p.

FITZPATRICK. Tratado de Dermatologia. 5ª edição. Rio de Janeiro: Livraria e Editora REVINTER Ltda. 2005. 1080-1112 p.

HARRISON. Medicina Interna. Tradução da 15ª edição. Vol. 2, 2002. 587-593p.



Links relacionados

Vídeo da fisiopatologia do câncer http://www.youtube.com/watch?v=H0jw0VGsfOk&feature=related

Campanha de Câncer de pele www.ambr.com.br/rb/arquivos/37_72.pdf

Estimativa do custo do tratamento de câncer de pele tipo melanoma http://www.scielo.br/pdf/abd/v84n3/v84n03a04.pdf.

Mutação em genes no melanoma familiar http://www.nature.com/ng/journal/v8/n1/abs/ng0994-15.html

Uso de protetor solar na prevenção do câncer de pele http://www.skincancer.org/the-verdict-is-in-sunscreen-helps-prevent-melanoma-and-other-skin-cancers.html

Pacientes com câncer de mama em um maior risco de melanoma http://www.skincancer.org/breast-cancer-patients-at-a-higher-risk-for-melanoma.html

Terapia Fotodinâmica para tumores http://www.scielo.br/pdf/%0D/qn/v23n2/2124.pdf.

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