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Autor: Fábio Casagrande do Nascimento
Colaboradores: Alexandre Dionisio Lachi Gonçalves, Álisson Hideto Hachiya e Edson Ananias Júnior


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Fonte:http://www.amambainoticias.com.br/cidades/maioria-dos-internautas-do-amambai-noticias-e-contra-legalizacao-da-maconha

Um Tema Polêmico no Brasil e no Mundo

O gênero vegetal Cannabis (conhecido também como Cânhamo) pertence à família Cannabaceae e é dividido em três espécies (C.sativa, C.indica e C.ruderalis). Dentre seus componentes químicos, possui 61 canabinóides diferentes. A planta é conhecida popularmente no Brasil como maconha e tem nas suas folhas e flores, as substâncias ativas para os seus potenciais usos medicamentosos (os canabinóides).
O texto a seguir visa expor técnica e imparcialmente as possibilidades já existentes e os possíveis indícios de utilizações futuras da maconha (ou de parte de seus componentes) terapeuticamente. Não defende sua descriminalização, tão pouco pretende apoiar seu uso recreativo.
O uso da Cannabis ou mesmo de seus componentes isolados como droga medicinal tem uma série de barreiras, não só culturais como jurídicas, que limitam pesquisas e discussões a respeito de sua importância, viabilidade e aplicação. A planta é usada ilegalmente com fins inebriantes, na maioria das vezes sem controle e sem segurança, o que torna qualquer estudo a seu respeito mais difícil e delicado. Ainda de imprescindível relato, é o fato que o consumo da maconha tem sim seus efeitos indesejados, principalmente a nível psicoativo, podendo causar desde euforia, mal estar, fobia social, sensação de infelicidade até delírios e alucinações em casos extremos. Não obstante, seu uso pode causar ainda outros efeitos fisiológicos indesejados, como taquicardia, secura de boca e vermelhidão dos olhos.
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Cannabis sp. Fonte:http://www.soudiabetico.com.br/noticias/maconha-medicinal-ajuda-a-combater-diabetes-e-artrite


Ensaios farmacológicos da erva in natura demonstram que a maioria de seus efeitos tende a desenvolver tolerância, que por sua vez, desaparece tão logo se interrompa o consumo da mesma. No que norteia o tema dependência, número relativamente pequeno de pessoas costuma procurar tratamento em virtude do uso da droga. Quanto à abstinência, apesar de alguns ensaios com consumidores diários (que abruptamente foram forçados à interrupção do consumo) apresentarem ocorrência desta, outros ensaios, com usuários habituais, não parecem promover motivação de sentimentos negativos que valide uma síndrome de abstinência relevante.
Países como Estados Unidos da América (EUA), Holanda, Canadá, Israel e Inglaterra já utilizam a maconha medicinalmente para algum fim, de maneira normatizada. No entanto, segundo uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU), para utilização da Cannabis, seja para pesquisas ou para os fins medicinais em si, é preciso primeiramente instituir uma agência reguladora nacional para gerir e controlar todas as etapas de utilização da planta, desde o plantio até seu destino final, com profissionais habilitados e distribuição restrita à prescrição médica.
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Fonte:http://saude.hsw.uol.com.br/maconha-para-fins-medicinais4.htm


Segundo o médico Elisaldo Carlini, professor da Unifesp, espera-se que uma agência reguladora no Brasil seja implantada em relativamente pouco tempo. Importante reiterar que esse processo não visa uma liberação geral do consumo e sim a utilização da maconha para fins medicinais, de forma controlada.

Utilizações Terapêuticas

Todos os humanos possuem não só canabinóides endógenos como receptores canabinóides no Sistema Nervoso Central (SNC). O primeiro canabinóide endógeno identificado foi a anandamida (que curiosamente possui a maioria dos efeitos farmacológicos do delta-9-tetrahidrocanabinol, um dos mais conhecidos e estudados canabinóides da maconha), além disso, dois subtipos de receptores canabinóides humanos também foram confirmados (CB1 e CB2). Já dentre os canabinóides presentes na Cannabis, além do delta-9-tetrahidrocanabinol, o canabidiol e o canabidivarin tem despertado particular interesse terapêutico.

Delta-9-tetrahidrocanabinol

O delta-9-tetrahidrocanabinol ou simplesmente tetrahidrocanabinol (THC) é um canabinóide que pode atuar como um protetor contra o avanço de processos cancerígenos, agredindo células mutantes e reforçando a vitalidade das células saudáveis do corpo. Em estudos recentes a respeito de neoplasias (especialmente de mama), canabinóides foram identificados como promotores de efeitos que dificultaram a proliferação, migração e invasão das células cancerígenas, além de possuírem efeitos desencadeadores de apoptose sobre as células afetadas in vitro.
Na grande maioria dos pacientes com esclerose múltipla (doença neurológica autoimune), geralmente há, em algum momento da doença, rigidez muscular e o THC nesse momento pode ser utilizado com significativa eficácia. Nessa doença, o uso do tetrahidrocanabinol tem demonstrado eficácia no alívio da dor neuropática que acomete caracteristicamente seus portadores. Há atualmente um medicamento da empresa inglesa GW Pharma, produzido a partir da maconha, que atua no alívio das dores dos pacientes portadores de esclerose múltipla.
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Medicamento a base de maconha é desenvolvido pela GW pharmaceuticals (empresa do ramo farmacêutico britânico). Fonte:http://noticias.r7.com/saude/noticias/lancamento-de-remedio-com-maconha-reacende-debate-sobre-droga-medicinal-no-brasil-20110418.html


Uma das consequências do consumo da Cannabis, o aumento do apetite, foi aceito como efeito desejável em pacientes portadores da Síndrome da Imuno Deficiência Adquirida (SIDA / AIDS). O THC é o responsável pela eficácia terapêutica e tem sido administrado na forma de comprimidos ou cápsulas, além da forma in natura para ser fumada. Contudo, como ainda há poucos estudos que englobem pacientes com AIDS para uma conclusão definitiva, alguns pesquisadores acreditam que certos efeitos da maconha (quando esta é usada in natura), causados pelos demais constituintes da planta, possam ser negativos em pacientes imunologicamente deprimidos.
Aplicação terapêutica do uso do THC, no que tange ao aumento patológico da pressão intraocular (também conhecida por glaucoma), já está estabelecida, com redução efetiva desta em pelo menos 60 a 65% dos casos. Mesmo com opiniões divergentes entre a comunidade científica a respeito da relação custo benefício do uso deste canabinóide, o fato é que o mesmo promove uma melhora efetiva no controle dos fluidos oculares.
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Cápsulas de pó de e folhas secas demaconha. Fonte:http://coisaslegaisdesaber.com.br/2010/10/04/a-maconha-para-fins-medicinais/


Canabidiol

O canabidiol (CBD), é um canabinóide com potente ação anti-inflamatória, não causador de efeitos inebriantes. Esse composto tem ação sobre receptores envolvidos no mal de Alzheimer, agindo positivamente e evitando o progresso da doença, bem como estimulando neurogênese hipocampal. O uso deste canabinóide tende a reduzir processos inflamatórios celulares e modular a função do sistema imune. Nas células cerebrais, inibe a ativação da micróglia (as menores células da neuróglia e peças da ativação do sistema imune cerebral). Essa inibição se dá através da estimulação de receptores canabinóides naturalmente presentes no cérebro, que também resulta ao longo do tempo, em um menor declínio cognitivo dos doentes.
Em se tratando de ansiedade e fobia social, o CBD possui propriedades positivas comprovadas no tratamento das mesmas. Nesse caso, é de primária importância salientar que para se obter o efeito esperado é preciso isolar o Canabidiol, pois o uso da maconha com todos os demais componentes presentes, tende a ter efeito oposto e agravar a doença em questão. Vários estudos com o CBD em animais têm demonstrado efeitos antipsicóticos e ansiolíticos, tornando os animais mais calmos e mais sociáveis.
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Cigarros de maconha produzidos na Galileia, em Israel. Fonte:http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/07/em-segredo-israel-mantem-plantio-de-maconha-medicinal-na-galileia.html


O canabidiol também possui intenso efeito antioxidante, mas talvez uma das mais surpreendentes descobertas terapêuticas deste último seja o seu efeito inibidor sobre metástases de diversos cânceres.
Estudos a respeito dos usos terapêuticos do CBD são bastante abrangentes, alçando ainda doenças como artrite reumatóide, hipertensão, aterosclerose, síndrome metabólica, lesão isquêmica, depressão, dor neuropática e diabetes (tipo I e II).

Canabidivarin

Do mesmo grupo do composto canabidiol, existe outro canabinóide que demonstrou potencial para evitar crises de epilepsia, o canabidivarin (CBDV). Com poucos efeitos colaterais o mesmo restringiu significativamente a quantidade de crises epilépticas em modelos animais diferentes, quando usado isoladamente e mesmo combinado com outros anti-epilépticos. O CBDV também tem a vantagem de não provocar quaisquer efeitos inebriantes.
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Pote de maconha medicinal da Califórnia (EUA). Fonte:http://coisaslegaisdesaber.com.br/2010/10/04/a-maconha-para-fins-medicinais/

Outras Propriedades

Outros estudos já comprovaram a eficácia dos canabinóides como aliado no tratamento não só do câncer diretamente, mas também das dores crônicas que muitas vezes acompanham os pacientes, além dos indesejados efeitos provocados por medicamentos de procedimentos como quimioterapias e/ou radioterapias, que causam náuseas, tonturas e enjoos aos mesmos. Extratos de canabinóides são a base de medicamentos já usados terapeuticamente em náuseas e vômitos induzidos por quimioterapia, esclerose múltipla e glaucoma.
O consumo de Cannabis também tem demonstrado efeito broncodilatador, que pode ser de importância em pacientes com asma, contudo especificamente nesse caso, a forma in natura (fumada) deve ser evitada, pois a fumaça é prejudicial aos asmáticos, sendo a utilização de sprays bucais a base da planta a apresentação de escolha. Ainda tem sido constatado que o uso da erva é eficiente na diminuição da necessidade de procura de opióides por parte dos dependentes destes.
Existem pesquisas para produção de maconha com teores de canabinóides modificados. Como exemplo, temos ervas com teores aumentados do CBD, ou ainda com o THC neutralizado (que ameniza significativamente os efeitos psicoativos tradicionais da erva, tendo como principais nichos da população beneficiados as pessoas que não podem parar de trabalhar durante a terapia, idosos e crianças).

Na Busca de Respostas

O Brasil ainda se encontra atrasado com relação às pesquisas terapêuticas utilizando Cânhamo, em grande parte, devido ao exacerbado preconceito que ainda envolve o tema no nosso país. Até o momento a legislação brasileira ainda proíbe o uso de substâncias terapêuticas a base da planta, sendo necessária a posse de decisão judicial para tentar promover qualquer pleito de sua utilização.
Assim, apesar de no Brasil e na maioria do mundo pesquisas e usos medicinais da Cannabis continuarem ilegais, e de seu custo-benefício na utilização terapêutica estar longe de um consenso, com muitas admoestações de grupos contrários à sua utilização, é de importância que mais estudos, mesmo que de maneira cautelosa, sejam incentivados.
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Fonte:http://www.igooh.com/notas/tipos-de-medicina/

Prescrutando as verdades e mentiras a respeito das possibilidades terapêuticas do uso da maconha e desmistificando todas e quaisquer inverdades referentes ao assunto, estaremos ajudando àqueles que realmente precisam de seus benefícios, os potenciais pacientes. Estes são merecedores da verdade e devem ser as peças mais importantes nos quebra-cabeças das buscas de drogas eficazes para o processo de cura (ou mesmo de alívio dos sintomas) das inúmeras enfermidades existentes, mesmo que para isso, tabus precisem ser quebrados e fronteiras nunca antes alcançadas tenham que ser transpostas.


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Links Relacionados


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2.    Matéria sobre lançamento de medicamento a base de maconha.
http://noticias.r7.com/saude/noticias/lancamento-de-remedio-com-maconha-reacende-debate-sobre-droga-medicinal-no-brasil-20110418.html
3.     Matéria sobre a análise de Fernando Henrique Cardoso da proposta de legalização da maconha no Uruguai.
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/09/18/fhc-elogia-proposta-uruguaia-de-legalizacao-da-maconha-e-diz-que-tinha-receio-de-defender-descriminalizacao.htm
4.    Matéria da Unifesp sobre a quantidade de usuários de maconha no Brasil.
http://g1.globo.com/brasil/noticia/2012/08/estudo-diz-que-15-milhao-de-pessoas-usam-maconha-diariamente-no-pais.html
5.    Matéria que analisa a dependência acarretada pelo uso de maconha.
http://drauziovarella.com.br/dependencia-quimica/maconha/
6.    Matéria sobre a despenalização do uso da maconha pelos estados do Colorado e Washington (EUA).
http://www.vermelho.org.br/rr/noticia.php?id_secao=9&id_noticia=198359
7.    Matéria sobre os possíveis problemas fisiológicos relacionados ao consumo de maconha.
http://www.galenoalvarenga.com.br/transtornos-mentais/abuso-de-drogas-dependencia-quimica-e-psicologica/maconha-dependencia
8.    Matéria sobre pesquisa que demonstra que usuários “pesados” de maconha tem diminuição de receptores canabinóides endógenos.
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/06/pesquisa-mostra-efeito-adverso-da-maconha-que-ainda-era-desconhecido.html

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