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DOENÇA DE PARKINSON

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Aluna: Cristiane Schwochow Fissmer

Colaboradores: Eduarda Garcia Elias e Rafael Martins Pereira


Introdução

A doença de Parkinson ou Mal de Parkinson, tem esse nome em homenagem ao médico inglês James Parkinson, que foi a primeira pessoa a descrever essa doença, no ano de 1817.

A doença de Parkinson é uma doença de origem neurológica, degenerativa do sistema nervoso central, não é contagiosa e afeta o sistema motor dos indivíduos. Além disso, não é fatal e sua causa de origem é desconhecida até hoje. Ainda não há evidências de que seja hereditária e, apesar dos avanços, ainda é incurável e a progressão da doença vai depender de cada paciente.

É uma doença que causa tremores, desequilíbrio, lentidão de movimento, além de rigidez muscular e alterações na fala e na escrita. Não afeta a memória e nem a capacidade intelectual da pessoa, ou seja, ela mantem lembranças e ainda recorda fatos e acontecimento.

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Substância negra - www.ff.up.pt

O mal de Parkinson ocorre devido à degeneração e morte de neurônios de uma área específica do cérebro conhecida como substância negra, responsável por produzir a dopamina que é um importante mensageiro químico ou conhecido como neurotransmissor. A dopamina é que faz a condução do impulso nervoso no sistema nervoso central ao corpo. Quando ocorre essa degeneração da substância negra ocorre uma diminuição na produção de dopamina que acarreta em perda da coordenação e do controle dos movimentos.




Diferença entre Parkinson e Parkinsonismo

O termo parkinsonismo e doença de Parkinson não são sinônimos. O parkinsonismo refere-se a um grupo de doenças que podem ter várias causas de origem, mas que apresentam sintomas em comum (os sintomas que são apresentados na doença de Parkinson), com combinações que variam e podem estar associadas ou não a outras condições neurológicas.

O parkinsonismo pode ser dividido em primário e secundário. O parkinsonismo primário é aquele em que a causa não é conhecida e o secundário são os casos em que a causa da doença é conhecida. Cerca de 75% dos casos de parkinsonismo são da forma primária e é nessa categoria que se encaixa a doença de Parkinson.


Epidemiologia

É uma doença que atinge qualquer pessoa, independente de sua raça, sexo ou classe social. Porém, tende a afetar principalmente pessoas mais idosas (1% das pessoas acima de 65 anos tem essa doença). Casos em pessoas mais jovens acontecem, mas são raros. Os sintomas aparecem, geralmente, a partir dos 50 anos.

A doença de Parkinson tem uma prevalência, segundo estatísticas disponíveis, de 150 a 200 casos a cada 100.000 habitantes e a cada ano ocorre uma incidência de 20 casos a cada 100 mil habitantes.


Anatomia da Substância Negra, fisiologia e Fisiopatologia

O cérebro humano é constituído de 2 hemisférios cerebrais. Esses hemisférios contêm em seu interior os gânglios da base (conjuntos de corpos de neurônios) cuja função é auxiliar no controle motor junto com outros sistemas. Os gânglios da base são divididos nas seguintes regiões: núcleo caudado, putâmen, globo pálido, núcleo subtalâmico e a substância negra (sendo as 3 primeiras regiões conhecidas como corpo estriado). A região da substância negra irá auxiliar nessa motricidade produzindo a dopamina (neurotransmissor) que fará a propagação do impulso nervoso.

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Sinapse - www.emcatharsis.blogspot.com

Quando o movimento é iniciado, os impulsos são transmitidos ao corpo estriado e a partir daí podem seguir dois caminhos: quando movimento é desejado o impulso segue para neurônios de outras regiões conhecidas como neurônios talâmicos e córtex cerebral, já quando o movimento é indesejado esse impulso segue para a substância negra e essa inibe as células talâmicas e corticais, inibindo os movimentos. No mal de Parkinson essa substância negra falha e o outro caminho torna-se excessivamente ativo, dificultando o movimento.





Sintomas Iniciais

Os sintomas têm inicio quase imperceptíveis, o que faz com que o próprio paciente tenha dificuldade de identificar precisamente as primeiras manifestações. Os primeiros sintomas podem ser um, ou mais, dos que estão listados a seguir:

- sensação de cansaço ou mal estar no fim do dia

- caligrafia menos legível e com tamanho reduzido

- depressão e isolamento

- fala monótona e com problemas de articulação

- lapsos de memória

- dores musculares

- braços e pernas de lados opostos movimentam-se diferentes

- expressão facial alterada

- passos mais vagarosos e em menor frequência.


Manifestação Clínica

Tremor: É o sintoma que chama atenção e é o mais frequente. Sua apresentação é característica: rítmica e lenta quando comparada a outros tremores. O tremor acontece quando o membro encontrasse em repouso e quando esse membro é movimentado o tremor imediatamente cessa e retorna quando o movimento é finalizado. O tremor, no início da doença, ocorre em um lado do corpo e com o progredir da doença começa a acometer o outro lado e outras regiões como a face.

Sensações de relaxamento e durante o sono o tremor desaparece, mas em situações de estresse emocional e de sensações ser observado o tremor piora.

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Sintomas - www.brainmind.com

Rigidez: para um grupo de músculos executarem os seus movimentos, existem outros grupos de músculos chamados de antagonistas, que têm atividades opostas a essa movimentação. Em condições normais esses antagonistas são inibidos para facilitar a execução do movimento. Na doença de Parkinson essa inibição não é corretamente executada, devido a dificuldade de passagem do estímulo pra esses músculos. Em consequência disso ocorre uma tensão e uma rigidez muscular e o paciente fica com pouca mobilidade.

Acinesia e Bradicinesia: acinesia significa a redução dos movimentos, já a bradicinesia significa uma lentidão nos movimentos. Dessa forma o paciente tem uma perda de movimentos espontâneos em todos os locais do corpo. A escrita torna-se de difícil leitura, a mímica facial fica inexpressiva, atividades diárias realizadas com dificuldade e esforço.

Depressão: ocorre em 40%-50% dos pacientes que apresentam a doença. Esse quadro pode vir acompanhado de ansiedade e algumas vezes de agitação. Outras alterações emocionais são comuns como: insegurança, temor e isolamento. Distúrbios do sono: ocorrem desde dificuldades de conciliar o sono até “sonhos reais” e pesadelos. Ocorre ainda a inversão do ciclo vigília-sono, conhecida como “troca do dia pela noite” e movimentos mioclonias (movimentos rápidos e bruscos com os membros).

Distúrbios cognitivos e de fala: não ocorrem problemas intelectuais, ou seja, da capacidade de raciocínio, percepção e julgamento estão intactos, porém os pacientes relatam dificuldades que exijam um conhecimento espacial. Alterações na fala aparecem em alguns pacientes e em outros não, e as suas manifestações consistem em dificuldades de articular falas, frases com perda de entonação...

Outros sintomas variam entre: sialorréia, dificuldades respiratórias, dificuldades urinárias, tonturas e quedas da pressão arterial e dores.


Diagnóstico

O diagnóstico é feito por exclusão, ou seja, não existe nenhum exame específico para o diagnóstico da doença de Parkinson. Algumas vezes os médicos recomendam exames complementares como, por exemplo, ressonância magnética, analise de liquido espinhal, eletrocardiograma.. para ter certeza que o paciente não possui nenhuma outra doença no cérebro. Dessa forma o diagnóstico é feito na história clínica do paciente, nos seus exames neurológicos e na exclusão de outras doenças.


Tratamento

É importante salientar que essa doença não tem cura e a resposta ao tratamento ocorre de diferentes formas no paciente. Consiste principalmente em:

- Medicamentos: existem vários medicamentos disponíveis para o tratamento, mas o mais importante para amenizar os sintomas é a levodopa (L-dopa), pois ela se transforma em dopamina no cérebro e supre um pouco a ausência dos neurotransmissores.


- Fisioterapia, nutricionista, atividades físicas e psicoterapia: servem para ajudar no alívio dos sintomas de modo a facilitar a vida dos portadores dessa doença e torná-los independentes apesar das suas limitações.


- Cirurgia: recomendada em alguns poucos casos. É feita para aliviar os sintomas e é recomendada pelos médicos somente quando ele considerar que o paciente irá se beneficiar da cirurgia.


Curiosidades

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Papa - www.mundoeducacao.com.br

Pessoas famosas também são portadoras dessa doença. Temos por exemplo o Papa João Paulo II, o ator Paulo José e o Boxeador Muhammad Ali, que desenvolveu a doença em consequência dos traumas repetitivos que sofreu.


Dia 11 de abril é o Nacional da Doença de Parkinson.







Referências Bibliográficas

1-GUYTON, Arthur C.; HALL, John E. Tratado de Fisiologia Médica. Editora Guanabara Koogan S.A. Rio de Janeiro –RJ, 2002.

2- BEAR, Mark F.; CONNORS, Bryan W.; PARADISO, Michael A. Neurociências: Desvendando o Sistema Nervoso. Editora Artmed S.A. São Paulo- SP, 2008.

3- MOORE, Keith L.; DALLEY , Arthur F. Anatomia Orientada para a Clínica. Editora Guanabara Koogan S.A. Rio de Janeiro – RJ, 2007.

4- ASSOCIAÇÃO BRASIL PARKINSON. O Que é Parkinson?. Disponível em: <http://www.parkinson.org.br/explorer/index.html> Acessado em: 20 de Novembro de 2010.

5- PORTAL SÂO FRANCISCO. Mal de Parkinson. Disponível em: <http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/mal-de-parkinson/mal-de-parkinson> acessado em: 20 de Novembro de 2010.

Links relacionados

1- Parkinson [1]

2- Portal São Francisco [2]

3- Mundo Educação [3]

4- Blog do Mal de Parkinson [4]

5- Med Parkinson [5]

6- Abc da Saúde [6]

7- Hoops Saúde [7]

8- Brasil Escola[8]

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