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Autora: Ana Carolina Augusto Silva

Colaboradores: Fabiana B. Z. Motizuki, Jéssica de Almeida Kulevicz e Thalia Macaris.

Introdução

A diabetes mellitus tipo 2 (DM2), também chamado de diabetes mellitus não-insulino-dependente, é responsável por 90% dos casos de diabetes. Essa doença é mais comum em pessoas obesas com mais de 40 anos, entretanto a frequência em jovens vem aumentando em virtude dos hábitos alimentares, falta de exercício físico e estresse. 

A DM2 é caracterizada pela incapacidade das células de usar a insulina para capturar glicose. A insulina é uma substância química produzida pelas células β do pâncreas que tem a função de retirar a glicose do sangue e transportar para dentro das células.

Essa doença é uma síndrome metabólica que tem como característica um nível elevado de glicose no sangue ocasionado pela resistência insulínica, que é a capacidade diminuída da insulina de exercer sua função, o que significa que o problema está com as células que respondem à insulina, que são os adipócitos (células de gordura), os miócitos (células dos músculos) e os hepatócitos (células do fígado). O açúcar não consegue entrar nestas células, resultando em altos níveis de açúcar no sangue. Esse processo é chamado de hiperglicemia.

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Fonte: Modificado de: Olson T.R., A.D.A.M. Atlas de Anatomia.

As células β liberam muita insulina por causa do acúmulo de glicose no sangue, entretanto essa exagerada liberação, mais tarde, leva as células a se destruírem. Com essas células destruídas, o indivíduo passa a ter a necessidade de tomar insulina para aumentar a sensibilidade a este hormônio.



Sinais e Sintomas

A DM2 é considerada uma doença silenciosa pelo fato dos sintomas aparecerem muito tarde ou nem se manifestarem. Muitas vezes quando o paciente é diagnosticado, já é portador há dez anos. Quando os sintomas aparecem, eles começam lentamente e podem piorar. Muitas pessoas se queixam de vontade de urinar frequentemente, sede excessiva e ingestão de muito líquido, ganho de peso, visão turva, infecções cutâneas, infecções vaginais, cansaço excessivo, cicatrização lenta, sensações não comuns de formigamento, queimação e coceira na pele, normalmente nas mãos e pés, infecções no prepúcio (pele que cobre o pênis) em homens não circuncidados, e impotência (em homens). Como é uma doença crônica podem ocorrer complicações graves que incluem cegueira, insuficiência renal, danos nos nervos, doença cardíaca coronária e doença vascular periférica.           

Epidemiologia

Segundo o Ministério da Saúde a incidência de DM2 vem aumentando no mundo e no Brasil. Em 1994 o número de doentes no mundo era de 99 milhões de pessoas, em 2000 passou para 157 milhões e em 2010 subiu para 216 milhões. No Brasil, o número de diabéticos tipo 2 era de 5 milhões e duplicou em 2010 passando para 11 milhões de pessoas. 

Atualmente essa doença está cada vez mais prevalente em crianças e adolescentes no mundo inteiro. No Brasil, o índice de crianças e adolescentes com DM2, principalmente na faixa entre 8 e 18 anos, aumentou drasticamente por causa do aumento de casos de obesidade e do sedentarismo dentro dessa faixa etária.

Causas e Prevenções

Os principais fatores para desenvolverem a DM2 dependem do estilo de vida e do fator genético. O fator hereditário é importante para se desenvolver a doença, e pessoas com casos de diabetes tipo 2 na família é necessário ter cuidado redobrado com a ingestão excessiva de glicose.

A incidência de DM2 em jovens tem aumentado atualmente, e o estilo de vida está diretamente relacionado, sendo a obesidade e o sedentarismo os principais fatores de risco para a doença. A mudança no estilo de vida inapropriado, uma dieta equilibrada, e a prática de atividade física regularmente, ajudam a diminuir os riscos de desenvolver essa síndrome metabólica. 

Independente da história familiar do indivíduo o sedentarismo é um fator de risco muito importante para desenvolver a doença. O sedentarismo é a falta de atividade física diária, onde a pessoa gasta poucas calorias. Pessoas que realizam atividades físicas regulares, como limpar a casa, caminhar para o trabalho, realizar funções profissionais que requerem esforço físico, não são classificados como sedentários. 

Mais da metade da população adulta não praticam exercícios físicos, o que tem aumentado a incidência de obesos e diabéticos na população. E alerta: o número de crianças sedentárias e obesas aumentaram muito, resultando em maiores índices de jovens com esse distúrbio metabólico.

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Fonte: http://www.wallstreetfitness.com.br/fique_por_dentro/artigo/3025/melhor-recomendacao-para-diabetes-tipo-2-sao-exercicios-fisico/

A primeira coisa a ser feita para evitar o sedentarismo é se mexer, como por exemplo, subir escadas, evitar elevadores, fazer serviços domésticos, que é uma excelente atividade para perder calorias, passear com o cachorro, andar de bicicleta, são exercícios que fazem muito bem para o corpo, para o bem- estar e para a mente. Mas é muito importante consultar um profissional pra desenvolver qualquer prática de exercício físico. Um dos principais fatores de risco causador da DM2 é a obesidade, de fato que, em média, 80% dos diabéticos tipo 2 são obesos. A obesidade é um desequilíbrio energético, onde a quantidade de energia ingerida é maior que a quantidade de energia gasta ao longo do dia, levando ao acúmulo excessivo de gordura no corpo, que afeta a saúde gravemente, podendo desenvolver vários problemas de saúde, que resulta em uma menor expectativa de vida.

Em geral a DM2 atinge as pessoas com mais de 40 anos, entretanto está cada vez mais comum em pessoas mais novas e até mesmo em crianças acima do peso e sedentárias, mostrando que a obesidade é um fator preponderante para o desenvolvimento da doença. Neste caso o indivíduo continua a produzir insulina, mas a obesidade atrapalha a sua função, e por isso não consegue levar a glicose para as células, acumulando o açúcar no sangue.

A dieta também é um fator importante para evitar a DM2. É necessário que a alimentação do diabético seja individualizada, levando em conta as suas necessidades calóricas diárias, atividade física e hábitos alimentares.

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Fonte: http://www.educacaoemdiabetes.com.br/tag/obesidade-infantil/

Em diabéticos é necessário que diminua acentuadamente o valor calórico das refeições. Uma dieta hipocalórica melhora a sensibilidade à insulina, favorecendo a sua função, e consequentemente melhora a hiperglicemia, independentemente da perda de peso. Da mesma forma é necessário a diminuição no teor de carboidratos e consumir mais alimentos ricos em fibras, que são legumes, raízes e tubérculos, pelo fato de que as fibras diminuem a absorção de açúcar no intestino. E recomenda-se também que se dê preferência por proteínas de origem vegetal, que contêm menor teor de gordura quando comparada com o de origem animal.Uma vida sedentária juntamente com uma alimentação com muitas calorias, muita gordura, doces, bebidas alcóolicas, resulta em acúmulo de gordura, o que leva a obesidade.

É necessário que o diagnóstico da doença seja feito o mais rápido possível, para que o nível de açúcar no sangue seja controlado, evitando complicações graves futuras. Se a doença for diagnosticada cedo, atividades físicas e uma dieta equilibrada é o suficiente para manter o nível de açúcar no sangue controlado. As aplicações diárias de insulina só serão necessárias em doentes em uma fase tardia.

A melhor maneira de prevenir à Diabetes é ter um estilo de vida saudável!

Referências:

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LUCENA, J.B.S. [Monografia] Diabetes Mellitus tipo 1 e tipo 2. Disponível em: <http://arquivo.fmu.br/prodisc/farmacia/jbsl.pdf>. Acessado em 16 nov 2012.

MERCATELLI, R. Diabetes tipo 2. Revista Viva Saúde. Disponível em: <http://revistavivasaude.uol.com.br/Edicoes/64/artigo96902-1.asp>. Acessado em 16 nov 2012.

CIALDINI, C. Sedentarismo + Obesidade = Diabetes Mellitus Tipo 2. Blog de Educação em Diabetes. Disponível em: <http://www.educacaoemdiabetes.com.br/2012/11/14/sedentarismo-obesidade-diabetes-mellitus-tipo-2/>. Acessado em 17 nov 2012.

LERARIO, A.C. Diabetes Melito: Aspectos Epidemiológicos. Revista da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, v.8, n.5, 1998.

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ARAÚJO, L.M.B.; BRITTO, M.M.S.; CRUZ, T.R.P. Tratamento do Diabetes Mellitus do Tipo 2: Novas Opções. Arquivos Brasileiros Endocrinologia e Metabologia, v.44, n.6, São Paulo, 2000.

GUYTON, A.C.; HALL, J.E. Tratado de fisiologia médica. 12ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011. p. 987-1003.

Links Relacionados:

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Obesidade infantil. Dr. Drázio Varella. Disponível em: http://drauziovarella.com.br/wiki-saude/obesidade-infantil-2/. Acessado em 17/11/2012.

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Diabetes tipo 2 na infância. Conscientiae Saúde. Disponível em:  http://www.uninove.br/PDFs/Publicacoes/conscientiae_saude/csaude_v6n1/cnsv6n1_3g06.pdf. Acessado em 17/11/2012.

O que é diabetes? Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Disponível em: http://www.endocrino.org.br/o-que-e-diabetes/. Acessado em 17/11/2012.

Diabetes. Diponível em: http://www.youtube.com/watch?v=nyvu2euX8tM. Acessado em 18/11/2012.  

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