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Fisiologia do Ato Sexual

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Editor: Sonnie Mejia

Colaboradores: Michelle Glaser Rupollo, Renata Maria de Bittencourt Druszcz e Viviani Helena Sounis Costa




INTRODUÇÃO

Arquivo:Figura.1.jpg



Nos anos 60, Masters e Johnson, um casal de pesquisadores e terapeutas americanos, com base nas evidências de Freud, realizaram um estudo que foi denominado de Ciclo da Resposta Sexual onde dividiam o ato sexual em quatro fases: excitação, platô, orgasmo e resolução. Porém na década de 70, a psiquiatra Helen Singer Kaplan, após estudos e observando que antes da excitação existia o desejo e que a fase de platô não era justificável, reformulou esse ciclo passando a ser formado por três fases: o desejo, a excitação e o orgasmo. O desejo está relacionado à atração, o querer o outro e a vontade do contato físico. A excitação envolve as sensações de prazer sentidas e a elaboração do corpo para a relação sexual. O orgasmo é o pico dessa atividade, onde descargas de energias proporcionam uma sensação de prazer intenso. O ato sexual apresenta uma quarta fase que não faz parte do ciclo, mas que está presente no sexo masculino, a resolução, onde após todo processo o corpo sofre um período de relaxamento e bem-estar.





Conhecendo os órgãos sexuais

Figura.2

Fonte:http://biologiacesaresezar.editorasaraiva.com.br/navitacontent_/userFiles/File/Biologia_Cesar_Sezar/BIO2_355.jpg



Para entender melhor o funcionamento da fisiologia sexual é necessário conhecer os órgãos que são fundamentais para tal ato. O aparelho sexual é mais que um órgão genital, é o conjunto de órgão que são ativados por meio de um estímulo de prazer.


No sexo masculino o pênis é o principal responsável pelo prazer sexual e com ele, como secundários, mas também fundamentais estão os testículos, os mamilos, o ânus, o reto, a bexiga e a uretra.



Figura.3

Fonte:http://biologiacesaresezar.editorasaraiva.com.br/navitacontent_/userFiles/File/Biologia_Cesar_Sezar/BIO2_357.jpg





No sexo feminino os principais órgãos responsáveis pelo prazer do ciclo sexual são a vagina e o clitóris. Porém outras partes do organismo são também fundamentais para o desejo sexual, como os seios, o ânus e até mesmo órgãos interno como o útero, a bexiga e a uretra.[1]





As fases e os reflexos do ato sexual

Os impulsos e os estímulos são importantes em cada uma das fases do ciclo sexual. Cada uma apresenta uma ação que desencadeia uma série de outras reações.


DESEJO (LIBIDO)


O desejo sexual assemelha-se a um apetite, onde a pessoa procura buscar ou a torna receptiva ao sexo. Interferências orgânicas ou emocionais podem alterar a percepção do desejo, sendo vivenciado de formas e intensidades diferentes no homem e na mulher.

O desejo é um impulso que o sistema neurológico específico produz por meio de sua estimulação. A libido ativa uma cadeia de processos complexos do sistema nervoso de forma consciente e inconsciente, resultando numa série de sustâncias químicas que envolvem o corpo. Causando percepções particulares e suficientes que fazem a pessoa buscar a relação sexual ou pelo menos demostrar-se receptiva. O centro nervoso cerebral divide-se em dois setores, que estão ligados a dois sistemas de neurotransmissores importantes: um que ativa o desejo e outro, que inibe. Os neurotransmissores são mensageiros químicos que tem como função enviar informação entre células nervosas. Então quando a pessoa tem uma lembrança erótica ou sensual ativada por qualquer tipo de estímulo sensorial, esses mensageiros são acionados.


Figura.4

Fonte: http://www.guia.heu.nom.br/sistema_limbico.htm


No cérebro a região sexual localiza-se no hipotálamo onde estão localizados os neurotransmissores que ativam e que inibem o desejo, chamados de centros póstero-laterais e centros ventro-mediais respectivamente, agindo de forma antagonista. Esses centros estão relacionados aos centros do prazer e da dor. Por esse motivo quando o centro do desejo é acionado, ocorre a ativação do centro do prazer, proporcionando a pessoa uma sensação prazerosa. Já quando o centro da dor é ativado, pode haver uma inibição do desejo pelo centro relacionado.


As endorfinas são compostos químicos produzidos pelas células cerebrais que proporciona um efeito de euforia, bem estar e alívio. Essa substancia é liberada no Sistema Nervoso Central (SNC) e vai ao mesmo tempo estimular o centro do prazer e inibir o centro da dor. Já quando se estimula o centro da dor, a produção de endorfina é bloqueada. Na fase do desejo, também estão envolvidos alguns hormônios, estrógeno e testosterona na mulher e no homem apenas a testosterona que vão agir nos centros sexuais do hipotálamo. Na mulher na carência de testosterona o estímulo sexual pode ser dado pelo Hormônio Luteinizante (LH), secretado pela hipófise anterior.





EXCITAÇÃO


Nessa fase o corpo se modifica para a relação sexual é como o corpo responde ao desejo. Na mulher a vagina que era um espaço virtual e seco, torna-se alongada, alargada e lubrificada devido à maior irrigação sanguínea no local e por liberação de muco pelas células do epitélio da vagina e pelas glândulas vestibulares. Outras transformações importantes ocorrem como o aumento do volume uterino e sua elevação na pelve, a contração de fibras musculares, de forma crescente e involuntária (miotonia). Os seios apresentam um leve aumento e os mamilos enrijecem. Há um aumento da frequência cardíaca e respiratória. Os órgãos localizados próximas a região genital, como o ânus, reto, bexiga e uretra, sofrem contrações musculares. Órgãos que fazem parte do aparelho genital feminino passam por transformações significativas: no clitóris, nos grandes e pequenos lábios no útero e na vagina há um aumento e acumulo da circulação de sangue, tanto de forma superficial como profunda provocando uma congestão vascular; os músculos desses órgãos também irão sofre miotonia. Há um avermelhamento e aumento de tamanho dos grandes e pequenos lábios e do clitóris. Para deixar a abertura da vagina livre os grandes lábios se comprimem havendo uma retração dos mesmos.


No homem a fase da excitação é delimitada pela a ereção do pênis. Como no sexo feminino as mudanças mais importantes no masculino são a congestão vascular e a miotonia. Também apresenta alteração nos mamilos com aumento de sensibilidade e leve enrijecimento, a pele sofre pequeno rubor, podendo aparecer manchas avermelhadas. A pressão sanguínea, a frequência cardíaca e a respiratória aumentam durante a fase de excitação. Há contração de órgãos próximos à região genital masculina.




ORGASMO


O orgasmo, também denominado de êxtase, gozo ou ápice, acontece quando os estímulos sexuais alcançam a sua atividade máxima, quando toda tensão sexual é liberada. Ocorre o que se denomina de plataforma orgásmica, que é a congestão vascular profunda do clitóris, pequenos e grandes lábios do terço inferior da vagina. Nessa região acontece uma série de contrações rítmicas e involuntárias.


No homem é acompanhado da ejaculação onde passa por uma contração muscular com expulsão de esperma. A ejaculação se dá em duas partes, a primeira quando o líquido seminal é liberado pela próstata, vesícula seminal e canal ejaculatório para a uretra; a segunda parte se dá quando a passagem desse líquido da uretra até a expulsão pelo orifício uretral localizado na cabeça do pênis. A mulher logo após o orgasmo pode ser novamente estimulada e iniciar outro ciclo excitatório, essa capacidade de ter múltiplos orgasmos não é vista no homem que em seguida a essa fase passa por um período de relaxamento denominado resolução.




Referências

ABDO, Carmita. A fisiologia do Ato sexual. Portal Farmácia. Disponível em: [2]. Acesso em: 14 nov. 2009.

___. Ciclo de resposta sexual: menos de meio século de evolução de um conceito. Diagnóstico e tratamento. Ed. 4. Vol. 10. Out./Nov./dez. 2005.

ARATANGY, Lígia Rosenberg. Sexualidade a difícil arte do encontro. Ed. Atica. 1998.

BALLONE, G.J. Desejo Sexual. PsiqWeb. 2004. Disponível em: [3]. Acesso em: 15 nov. 2009.

COSTA, Valéria Catelli Infantozzi. Fisiologia do adulto e idoso. Nutrição clínica: da gestação ao envelhecimento. Ribeirão Preto, 2008.

GUYTON, Arthur C.; HALL, John E. Fisiologia feminina antes da gravidez e hormônios femininos. Tratado de fisiologia médica. Ed. Elsevier. Rio de Janeiro, 2006. Cap. 81, p. 1023-1024.

___. Funções reprodutivas e hormonais masculinas. Tratado de fisiologia médica. Ed. Elsevier. Rio de Janeiro, 2006. Cap. 80, p. 1001-1003.

PARISOTTO, Luciana. Sexo, anatomia e fisiologia sexual: como a coisa funciona. ABC da saúde. 2006. Disponível em: [4]. Acesso em: 15 nov.2009.

REIS, Margareth de Mello F. dos; Orgasmos feminino. Instituto H. Ellis. 2002. Disponível em: [5]. Acesso em: 20 nov. 2009.

SELKURT, Ewald E. Fisiologia da reprodução. Fisiologia. Ed. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 1986. Cap. 35.

SILVERTHORN, Dee Unglaub et al. Reprodução e desenvolvimento. Fisiologia humana. Ed. Manole. Barueri, SP. 2003. Cap. 24, p. 753-755.

SOUCASAUX, Nelson. A resposta sexual feminina. Nelson Ginecologia. Disponível em: [6]. Acesso em: 15 nov. 2009.



Links relacionados

A resposta sexual feminina [7]

Ciclo da resposta sexual: menos de meio século de evolução de um conceito [8]

O desejo sexual [9]

Portal da sexualidade [10]

Resposta sexual feminina [11]

Resposta sexual masculina [12]

Sexo, anatomia e fisiologia sexual: como funciona? [13]

Sexologia [14]

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