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Herpes Simples

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Editor (a): Marina Zordan Poletto

Colaboradores: Karen Tae Umemiya, Pedro H. Galli e Mariana Hammes.

Figura1

http://cacphp.unioeste.br/projetos/patologia/lesoes_fundamentais/ulcera/imagem2.php


A Doença

O Herpes Simples é considerado uma doença infecciosa aguda, e com exceção das infecções respiratórias, é, provavelmente, a virose mais comum. Os vírus do Herpes Simples (VHS ou HSV) apresentam-se de dois tipos diferentes, o tipo 1 (VHS-I) o qual é o causador das infecções bucais, e o tipo 2  (VHS-II) que é causador das infecções genitais. 

Atualmente sabe-se que as infecções em ambas as localizações podem ser provocadas tanto pelo tipo 1 quanto o tipo 2, entretanto, a maioria das infecções bucais é devida ao VSH-I. A doença é representada por vesículas que aparecem geralmente na gengiva, na língua e nos lábios, podendo durar em média de 10 a 14 dias. Durante a sua manifestação a Herpes pode causar febre, mal-estar, dor de cabeça, dor ao deglutir, irritabilidade, náuseas, fadiga, perda do apetite, indisposição, inflamação dos gânglios e dor de garganta e pode ocasionar ainda gengivite intensa.


Agente Etiológico

Herpes 2

Fonte:http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/sala_de_aula/biologia/parasitoses/viroses/viroses_quadro_resumo

Os Herpes Simples Vírus (HSV), tipos 1 e 2 pertencem à família Hiperviridae, a qual fazem parte o. Citomegalovírus (CMV), o Varicela Zoster Vírus (VZV), o Epstein-Barr Vírus (EBV), o 

Herpesvírus humano 6 (HHV-6) e o Herpesvírus humano 8 (HHV 8). Os HSV tipos 1 e 2 são DNA vírus que variam na sua composição química.


Transmissão

O herpes simples pode ser transmitido por contato íntimo com a pessoa transmissora do vírus, a partir da superfície da mucosa ou da lesão infectante. Em temperatura ambiente e após secagem, o HSV é rapidamente inativado, fazendo com que a disseminação por aerossóis ou fômites (objetos que possam transmitir doenças por estarem contaminados) seja rara. O vírus ganha acesso pelas escoriações na pele ou pelo contato direto com a colo uterino, uretra, orofaringe ou conjuntiva. Nos primeiros 3 meses após a doença primária, pode ocorrer a transmissão da doença sem que o indivíduo tenha sintomas, quando o agente etiológico é o HSV-II e na ausência de anticorpos contra o HSV-I.


Manifestações Clínicas

Arquivo:Figura3.jpg
     
Arquivo:Herpes simples 4.jpg
Os lábios e a região genital são as localizações mais frequentes doherpes simples, porém, ele pode aparecer em qualquer lugar da pele. Quando reativado, o herpes pode se apresentar inicialmente com coceira e ardência no local onde surgirão as lesões, depois se formam bolhas pequenas agrupadas como um buquê sobre uma área avermelhada e inchada.

As bolhas se rompem, e liberam um líquido rico em vírus, formando uma ferida, essa é a fase de maior probabilidade de transmissão da doença. Essa ferida começa secar e forma uma crosta a qual dará inicio à cicatrização. A duração da doença é de 5 a 10 dias aproximadamente. As manifestações do herpes podem ocorrer de diferentes formas e tais variações estão ligadas ao estado imunológico do paciente, tais como:     

Primoinfecção Herpética

Somente em número reduzido de indivíduos esse quadro infeccioso atinge estados de gravidade, normalmente nem é percebido pela pessoa infectada. No entanto pode ficar em estado de latência em gânglios de nervos cranianos ou da medula. Quando o vírus, determinado por causas diversas, é reativado, por meio do nervo periférico manifesta-se pela pele ou mucosa em forma de erupção do herpes simples recidivante.


Gengivoestomatite Herpética Primária

Normalmente ocorre em crianças e pode apresentar simples com algumas lesões vesicoerosivas  e evoluir para quadros mais graves com erupção vesiculosa, febre alta afetando o estado geral da criança. Com o rompimento das vesículas, os edemas causam inchaço na gengiva o que dificulta muito a ingestão de alimentos pela criança podendo atingir também a faringe.


Herpes Recidivante

Uma vez que o indivíduo é acometido pela infecção genital primária por HSV 2  ou HSV 1, respectivamente, 90 e 60% voltam a sofrer manifestações do vírus nos primeiros 12 meses, por reativação. Fatores como febre, exposição excessiva ao sol, menstruação, eventos emocionais como o estresse, fadiga física podem estar associados a recorrência das lesões.


Herpes Genital

A transmissão do vírus  ocorre por contato direto com lesões, no entanto o vírus não penetra em pele ou mucosas íntegras. No homem as lesões se localizam com mais freqüência na glande e prepúcio (membrana mucosa de duas camadas retrátil que cobre a extremidade do pênis) e na mulher nos grandes lábios, fúrcula, colo do útero, pequenos lábios e clitóris.

Os sintomas podem ser febre e mal-estar. Após a infecção primária, o HSV ascende pelos nervos periféricos sensoriais, penetra nos núcleos das células ganglionares e entra em latência.


Ceratoconjuntivite Herpética

A infecção primária pode ocorrer no olho com vesículas e erosões na córnea e na conjuntiva. Podem também ocorrer recidivas que podem resultar em ulcerações profundas chegando a causar cegueira. 


Herpes Simples Neonatal

Acontece nos casos em que a parturiente apresenta Herpes Genital e ocorre a contaminação do recém-nascido durante o processo do parto.

O Herpes Simples tipo 2 Neonatal é considerado grave,e em alguns casos fatal. Em torno de 50% dos sobreviventes apresentam sequelas neurológicas ou oculares.


Panarício Herpético

O quadro inicial é de visículas que se juntam podendo formar uma única bolha e pode eventualmente ocorrer febre e o aumento de gânglios. Atinge os dedos das mãos e dos pés. Após a cura ocorrem recidivas locais.


Doença Neurológica

Não é raro ocorrer acometimento neurológico pela característica neurotrópico do vírus do Herpes Simples e pode manifestar-se como meningite, encefalite, radiculopatia, mielite transversa.


Herpes Simples em Imunodeprimidos

É uma das complicações mais comuns em aidéticos. Também surge pela imunodepressão, leucemias, mieloma, transplantes e doenças crônicas.


Diagnóstico

Quanto ao diagnóstico do herpes simples, este tem prevalência clínica, isto é, é determinado pela análise das lesões apresentadas. Pode-se utilizar o citológico de Tzanck, no qual por meio de lâminas ficada com álcool a 70% se obtém a balonização e a visualização de células multinucleadas. Embora deva se considerar a baixa sensibilidade, a coloração pelo Papanicolau permite a observação de inclusões virais na fase das vesículas.

Tratando-se do emprego de técnicas que possibilitem o diagnóstico da infecção pelo herpes, o procedimento mais específico, porém pouco presente nas práticas diárias de diagnóstico se dá pelo isolamento do vírus em cultura de tecido caracterizando-se por indicar uma sensibilidade maior nas lesões vesiculosas e menores nas fases de pústulas, úlceras e para pesquisa. A utilização da sorologia (estudo do soro do sangue para identificação de anticorpos e antígenos no mesmo) na identificação da soroprevalência não é utilizada como prática rotineira, restringindo-se a laboratórios de referência.  


Traumatismo 

Não há um tratamento que cure definitivamente a infecção pelo vírus do herpes. Os medicamentos disponíveis no mercado – aciclovir, famciclovir, valaciclovir – reduzem a ocorrência das lesões quando tomados por um período prolongado, contudo quando seu uso é interrompido, a doença volta a ocorrer, porém com uma frequência e gravidade um pouco reduzidas. Cremes contendo valaciclovir tem mostrado uma redução na duração da lesão quando aplicados bem no seu início, quando está ainda na fase de ardor e a vesícula ainda não surgiu.

Prevenções das lesões feitas no dia-a-dia como o uso de batons com filtro solares, hidratação diária dos lábios, proteção e cuidados para evitar traumas nas regiões que geralmente aparecem as lesões, são de suma importância. 

No momento em que as lesões estiverem ativas, uma higiene bucal cuidadosa é importante para evitar que o quadro se complique com uma infecção bacteriana. Dessa forma, usar antisséptico brando com água boricada, uma solução que possui ação antisséptica, é indicado, podendo este até causar certo alivio dos sintomas.

Dados Epidemiológicos

O herpes é uma doença que se distribui mundialmente, sendo que de 

50% a 90% dos adultos possuem anticorpos circulantes contra HSV tipo 1 e de 20% a 30% possuem os anticorpos contra o HSV de tipo 2.


Herpes Simples no Brasil

A literatura nos mostra que a presença do herpes no Brasil remonta às mais antigas tribos indígenas aqui existentes. Pesquisas recentes apontam que mais de 90% da população ao completar 40 anos possuem anticorpos contra o HSV. Confirmam também dados indicando a ausência de animais transmissores dessa doença embora muitas cobaias tenham sido infectadas.

Em relação a pacientes portadores do vírus HIV e a incidência da presença do HSV-2, em uma amostragem que considerou 100 pacientes, 73% demonstraram soroprevalência. O mesmo estudo revelou que uma população soronegativa para o HIV apresentou 41,9% de prevalência para o HSV-2.

É de extrema urgência que sejam realizados no Brasil pesquisas sobre a incidência do herpes genital dado o nível alarmante dessa doença e considerando que se trata de uma doença incurável e recidiva com alto grau de freqüência.

Associado a isso há de se registrar os riscos causados a um recém - nascido caso a mãe tenha contraído o vírus, uma vez que pode ocorrer a transmissão desse vírus para o bebê e como extensão do quadro poderá ocorrer lesões na pele, olhos e boca até infecções cerebrais e em outros órgãos.

Ainda segundo estudos realizados, além da indicação da necessidade de um olhar mais atento à população jovem feminina pelo risco na transmissão perinatal, análises mostram que as populações mais carentes e de nível cultural mais baixo estão muito mais expostas à disseminação do vírus.

Diante disso, faz-se necessário analisar criteriosamente esses dados para que se possa, efetivamente, prevenir a proliferação do herpes simples genital no Brasil.




Referências

1.BRASIL. Herpes Simples. Disponível em: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/herpes/herpes-simples.php. Acesso em: 21 novem. 2012.

2.BRASÍLIA. Ministério da Saúde. Doenças Infecciosas e Parasitárias. Disponível em: http://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/1785/herpes_simples.htm. Acesso em: 21 nome. 2012.

3.BRASIL. Dermatologia.net. Disponível em: http://dermatologia.net/novo/base/doencas/herpeslabial.shtml. Acesso em: 21 nomev. 2012.

4.BRASI. PSAMED. Disponível em: http://www.pdamed.com.br/doeinfpar/pdamed_0001_0038_01200.php. Acesso em: 21 novem. 2012.

5.BRASIL. Trabalho em grupo: herpes. Disponível em: http://www.csbrj.org.br/FRAGOSO/T213Herpes.pdf. Acesso em: 21 novem. 2012.

6. New Zealand Dermatological Society. Disponível em: http://www.derme.org/boletins/herpes_simples.html. Acesso em: 21 novem. 2012.


Links Relacionados:

http://dermatopatologiaparainiciantes.blogspot.com.br/2011/06/virus.html

http://www.slideshare.net/livreinatural/c-u-l-t-i-v-o-e-i-s-o-l-a-m-e-n-t-o#btnPrevious http://meuprimeirobebe1.blogspot.com.br/2010/05/gengivoestomatite-herpetica-aguda.html http://www.medipedia.pt/home/home.php?module=artigoEnc&id=555 http://doutordent.com/en/gengivite


Vídeos:

http://www.youtube.com/watch?v=UYSJbNQSukQ&feature=related http://www.youtube.com/watch?v=TNk5auMToHA&feature=relate

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