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Hiperatividade

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Autora: Jessica Cunha de Almeida

Colaboradores: Emelie Otilia Fischer, Natasha Zemczak, Valmir João de Souza Filho


O que é Hiperatividade

Hiperatividade - d
Fonte: http://www.enxovaldebebeonline.com.br/2011/03/30/o-que-e-tdah/

Criança agitada, inquieta, desatenta, com fortes reações emocionais e com comportamento impulsivo, são sinais que podem ser encontradas nesse déficit de atenção conhecido como Hiperatividade.

A Hiperatividade se inicia logo na primeira fase da infância, antes dos 7 anos de idade, estudos indicam que de 3 a 6% das crianças em idade escolar são hiperativas( ROHDE, 2004). Normalmente a criança apresenta inteligência normal ou acima do esperado, mas com comprometimento do seu desempenho intelectual e social. Se não tratada corretamente pode permanecer por toda vida na forma de outros transtornos psíquicos.

As crianças hiperativas requerem muita atenção e precisam de tranquilidade ao seu redor. Tendem a se machucar com facilidade, pelo fato de estarem sempre envolvido em atividades em que possam gastar sua energia, se exercitar e “matarem” a curiosidade.

Estudos indicam que a hiperatividade está relacionada a uma disfunção bioquímica cerebral que pode ser agravados dos fatores emocionais. É comum encontrar vários casos em uma mesma família, o que realça a possibilidade da hiperatividade ser uma herança genética. Ela está mais presente em indivíduos do sexo masculino do que no sexo feminino, mas ainda não se tem explicação para tal fato.

O hiperativo tem seu comportamento facilmente confundido com o de uma pessoa mal educada, e com a maior divulgação da hiperatividade, os mal educados tem usado-a como justificativa para a falta de educação, a diferença entre os hiperativos e os mal educados é que os primeiros continua agitado diante de situações novas, isto é, não consegue controlar os seus sintomas. Já o mal educado primeiro avalia bem o terreno e manipula situações, buscando obter vantagens sobre os outros” (TIBA, 2003).

Sintomas e Diagnótico

O diagnostico da hiperatividade deve ser feito de forma ampla, avaliando todas as situações em que a criança esta envolvida e que possam influenciar no seu estado comportamental. A avaliação medica é fundamental para descartar outras causas de sintomas semelhantes ao da hiperatividade, por exemplo, o uso de medicamentos e alterações na produção dos hormônios tireoidianos. Portanto para que se obtenha um bom diagnostico da hiperatividade é preciso à atenção e empenho dos pais, familiares, professores e médicos para que se tenha uma boa avaliação do quadro clinico da criança.

Os métodos para o diagnostico se baseiam na exclusão neurológica de outras doenças, que os sintomas se apresentem em diferentes locais (em casa, na escola, em passeios, etc.) e a criança tem que apresentar um conjunto mínimo de seis características da hiperatividade.

Hiperatividade - k
Fonte: http://br.guiainfantil.com/hiperatividade-infantil/102-hiperatividade-infantil-tdah.html
A hiperatividade apresenta diversas características o que permite que ela seja classifica em três tipos diferentes, são eles:

O tipo desatento, que apresenta sinais como a dificuldade em manter-se concentrado, parece não ouvir o que lhe é dito, tem dificuldades em seguir instruções, não consegue se organizar, não gosta de realizar tarefas requerem um esforço mental prolongado, perde objetos constantemente, apresenta facilidade em se distrair e esquece a realização de atividades diárias.

O tipo hiperativo e/ou impulsivo possui como característica a inquietação (pés e as mãos estão em constante movimento), não consegue permanecer sentado, a criança corre incansavelmente sem destino, sobe e desce em todos os lugares que alcança, tem dificuldade de participar de atividades que requerem silêncio, fala o tempo todo, quando questionados respondem antes mesmo da pergunta ser totalmente formulada, não consegue esperar pela sua vez, interrompe os outros e até mesmo a si.

Há ainda o tipo misto que combina os sintomas do tipo desatento com tipo hiperativo compulsivo.

Se uma criança apresentar pelo menos seis dos sintomas listados a baixo, por um período de mínimo de seis meses, há um forte indicio que ela seja hiperativa:


1) Agitados e inquietos

2) Mãos e pés não param de se mexer

3) Não conseguem ficar sentado por muito tempo

Hiperatividade- g
Fonte: http://criancasfelizesdemais.blogspot.com/2010_04_20_archive.html

4) Possuem alto grau de distração

5) Respondem antes de a questão ser elaborada completamente

6) Não se concentram nas atividades, mesmo que sejam lúdicas

7) Não terminam suas tarefas, atividades e brincadeiras

8) Tem problemas para se organizar

9) Não prestam atenção em detalhes (erros ortográficos são comuns)

10) Interrompe as outras pessoas

11) As brincadeiras são sempre agitadas

12) Correm muito, mesmo que não saibam para onde vão

13) Falam muito

14) Aparentam não escutar ou não escutam o que os outros falam

15) Perdem objetos

16) Esquecem de realizar atividades do dia-dia

17) Machucam-se muito em decorrências das atividades físicas que se envolvem

18) Não seguem instruções e ordens

19) Não conseguem esperar a sua vez

Tratamento e Acompanhamento

O tratamento da Hiperatividade deve ser feito a partir de uma combinação de medidas psicossociais e psicofarmacologias, para que o objetivo possa ser alcançado. O tratamento deve ser iniciado após o descarte de qualquer outra síndrome que tenha sinais e sintomas semelhantes e que seja confirmado o diagnostico de hiperatividade.

O paciente requer uma dieta equilibrada, com a redução da ingestão de açúcares, corantes, flavorizantes, adoçantes e conservantes. Crianças que seguem uma dieta restrita possuem uma melhor qualidade do sono e apresentam menos problemas comportamentais. Além do tratamento farmacológico convencional podem ser realizados tratamentos fitoterápicos e homeopáticos.

O tratamento farmacológico primeiramente indicado para a hiperatividade no Brasil é o metilfenidato, um fármaco estimulante de meia vida curta, por isso deve ser usado no mínimo duas vezes ao dia com doses que variam de 20 a 60 mg/dia, pode ser indicado juntamente com a fluoxetina.Em alguns casos é recomendada a utilização de antidepressivos como a bupropiona.( ROHDE, 2000)

O envolvimento dos pais é fundamental para uma boa evolução do tratamento, é importante que os pais organizem e planejem as atividades dos filhos, os pais ainda devem receber orientações sobre técnicas especificas de como impelir comandos para que a criança consiga se reinserir socialmente. O reforço positivo é uma boa técnica para controlar os sintomas da hiperatividade sem desestimular a criança.

Hiperatividade - i
Fonte: http://www.pedagogiaaopedaletra.com/tags/hiperatividade/

Na escola os professores devem ser orientados quando a situação do aluno para que desenvolvam atividades adequadas para essas crianças. É importante que as atividades não sejam de tempo prolongado e se possível associar entre as atividades teóricas a pratica de uma atividade física, como cantar e dançar uma música de conteúdo educacional.

Para isso a sala de aula deve ter uma estrutura adequada e as turmas devem ser reduzidas para que cada criança tenha um atendimento ideal, muitas vezes elas requerem um reforço extraclasse, ou até mesmo um acompanhamento com um psicopedagogo.

O tratamento psicoterápico visa à estabilização do comportamento e inclusão social, o mais utilizado é a terapia cognitivo-comportamental que contempla os sintomas centrais como as alterações coadjuvantes.

As medidas psicossociais e psicofarmacologias realizadas juntas infelizmente “não resultou em eficácia maior nos sintomas centrais do transtorno quando comparada à abordagem apenas medicamentosa” segundo (ROHDE, 2004), mas ainda assim as medidas psicossociais são fundamentais para o bem estar e para que a criança tenha uma boa qualidade de vida.

Referências Bibliográficas

1- PEREIRA, Heloisa S.; ARAÚJO,Alexandra P. Q. C.; MATTOS, Paulo; Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH): aspectos relacionados à comorbidade com distúrbiosda atividade motora; Rev. Bras. Saúde Matern. Infant., Recife, 5 (4): 391-402, out. / dez., 2005.

2- ROHDE, Luis A.; BARBOSA, Genário.; TRAMONTINA, Silzá.; POLANCZYH, Guilherme.Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade Revista Brasileira Psiquiatria 2000;22(Supl II):7-11

3- ROHDE, Luis A.; HALPERN, Ricardo; Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade: atualização; Jornal de Pediatria - Vol. 80, Nº2(Supl), 2004

4- TIBA, Içami. Quem ama, educa!. Editora Gente, 2003

Links Relacionados

1 - Diagnóstico e Tratamento do Déficit de Atenção com Hiperatividade: http://www.psicosite.com.br/tex/inf/tdah02.htm

2 - Hiperatividade: http://www.coladaweb.com/psicologia/hiperatividade

3 - Hiperatividade: http://www.saudeinformacoes.com.br/bebe_hiperatividade.asp

4 - Sintomas de Hiperatividade: http://educamais.com/sintomas-de-hiperatividade/

5 - TDAH e hiperatividade: http://www.dda-deficitdeatencao.com.br/hiperatividade/index.html

6 - Transtorno do Défcti de Atenção e Hiperatividade: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?420

--Jessica Cunha de Almeida 22h58min de 1 de dezembro de 2011 (UTC)

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