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Hipertireoidismo

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Autora: Karoline Prado Darroda

Colaboradores: Larissa Andrade Correa da SilvaGuilherme Picinin Navarini e Paulo Roberto  de Pauli

O que é hipertireoidismo?

É uma disfunção da glândula tireoide que se caracteriza pela hiperfunção dessa glândula, resultando em excesso de hormônios tireoidianos.

A tireoide é uma glândula localizada abaixo da laringe, possui forma de borboleta e sua principal função é secretar os hormônios iodotironina (T3) e tiroxina (T4), os quais são responsáveis por regular nosso metabolismo, ou seja, que coordenam o conjunto de reações químicas que ocorrem no interior do nosso organismo e regulam as funções do corpo. Quando há um aumento desses hormônios, o corpo trabalha de forma acelerada, o que pode trazer graves consequências à saúde.

Epidemiologia 

O hipertireoidismo está em segundo lugar no grupo de doenças relacionadas aos hormônios, e vem logo depois da Diabetes Mellitus. É mais comum entre as mulheres, na faixa entre 20 a 40 anos de idade, e afeta oito vezes mais mulheres do que homens.

Causas

Várias doenças e distúrbios podem acarretar o hipertireoidismo, incluindo:

- Doença de Graves: caracterizada pela presença de um anticorpo no sangue que estimula o aumento da produção dos hormônios tireoidianos.  É a responsável pela maioria dos casos de hipertireoidismo.

- Ingestão excessiva de iodo

- Adenoma Tireoidiano: tumor que desenvolve na glândula tireoide e secreta hormônios T3 e T4

- Superdosagem de medicamentos com hormônios tireoidianos

- Tireoidite: inflamação da tireoide causada por infecções virais

- Bócio multinodular tóxico: presença de nódulos hiperativos na glândula tireoide

Sinais e Sintomas

Os sinais e sintomas do hipertireoidismo são característicos do aumento excessivo de hormônios tireoidianos, pois estes aceleram as funções do corpo e podem ser facilmente detectados pelo médico. Os principais sinais e sintomas do hipertireoidismo são nervosismo, perda de peso rápida a extrema (algumas vezes até 50kg), insônia, fraqueza muscular, fadiga extrema, tremor nas mãos, intolerância ao calor, suor excessivo, taquicardia (batimentos cardíacos acelerados) e o indivíduo se apresentar em estado de inquietação e alta excitabilidade. 

Dentre estes sintomas, a maior parte das pessoas com hipertireoidismo pode desenvolver graus diferentes de exoftalmia, que consiste na protrusão (deslocamento para frente) dos olhos, ou seja, os olhos aparecem saltados.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito com pessoas que apresentem os sintomas descritos acima, ou dor abdominal associada com a perda de peso, no caso de idosos. O endocrinologista irá realizar o exame físico na glândula tireoide, fazendo a palpação dessa glândula, observando o tamanho, a consistência, a presença de nódulos ou de dor; Assim é possível detectar certas doenças da tireoide e iniciar a investigação do hipertireoidismo no individuo. O médico também realiza o diagnóstico por meio de exames que fazem a dosagem de TSH (hormônio controlador da secreção de T4) e dosagem T4 no sangue. Para que o resultado seja positivo para o hipertireoidismo, é necessário que os valores de T4 estejam aumentados e os de TSH reduzidos.

Complicações

Pode acontecer uma piora dos sintomas do hipertireoidismo devido à infecção ou estresse. E, com isso, outros sintomas como febre, baixo nível de atenção e dor abdominal podem estar presentes. 

Outras complicações relacionadas ao hipertireoidismo podem afetar o individuo doente, como: frequência cardíaca acelerada, insuficiência cardíaca congestiva, fibrilação atrial, tratamento diferenciado para repor hormônios da tireoide após o tratamento definitivo. 

Se o hipertireoidismo afetar o indivíduo por um longo período de tempo, pode causar um maior risco de desenvolver osteoporose.

Tratamento

Muitos tipos de tratamentos são usados para o hipertireoidismo, e a escolha destes depende da causa da doença. Existe tratamento com medicamentos e tratamento cirúrgico.

Para o tratamento medicamentoso, os mais usados são os antitireoidianos. Esses remédios agem diminuindo a produção de hormônios tireoidianos. Existem dois medicamentos utilizados neste caso: o metimazol e o propiltiouracil, e são usados, principalmente, na Doença de Graves, que é a principal causa do hipertireoidismo. Em outras causas da doença, os antitireoidianos são usados por alguns meses, até os níveis de hormônios da tireoide ficarem normais no sangue, e depois o paciente é encaminhado para um tratamento definitivo, que será visto mais a frente.

Outro tipo de medicamento que também pode ser utilizado são os beta-bloqueadores. Estes remédios não bloqueiam a produção de hormônios tireoidianos, mas controlam as consequências do excesso desses hormônios, tais como os batimentos cardíacos acelerados, os tremores, a ansiedade e o calor excessivo.

Nos casos em que o uso dos medicamentos não é suficiente para o controle da doença, como no bócio multinodular, nódulos tireoidianos ou na doença de Graves, é necessário que o médico encaminhe o paciente para o tratamento definitivo. Duas formas de tratamento definitivo existem e são aplicadas conforme a necessidade do paciente: a tireoidectomia e o tratamento com iodo radioativo.

A tireoidectomia é o tratamento cirúrgico que consiste na remoção parcial da tireoide ou da remoção de toda a glândula. Esse tipo de tratamento é usado em último caso, devido aos riscos que existem em procedimentos cirúrgicos. A cirurgia é reservada para pacientes que possuam um grande aumento da tireoide (bócio, que acarreta dificuldades na respiração, alimentação e na fala), quando não se pode usar iodo radioativo; ou quando os medicamentos antitireoidianos e/ou o iodo não funcionam adequadamente.

Outro tratamento definitivo é o uso de iodo radioativo que consiste em um procedimento em que há a liberação de formas radioativas de iodo apenas para a tireoide. O resultado desse tratamento é a destruição parcial ou total da glândula, como se ela tivesse sido “queimada”. O iodo radioativo leva ao controle do hipertireoidismo, reduzindo o tamanho da glândula, quando há aumento dela. Esse tratamento por iodo radioativo é feito por via oral. Já que o iodo radioativo pode destruir uma parte da glândula, é comum que as pessoas que passam por este procedimento apresentem hipotireoidismo (baixos níveis de hormônios tireoidianos, e as consequências dessa diminuição para o organismo). Apesar disso, é preferível o uso de iodo radioativo, pois é muito mais fácil tratar o hipotireoidismo do que o hipertireoidismo, e o tratamento daquele é mais simples e permite uma vida normal ao paciente com hipotireoidismo controlado.

O Hipertireoidismo e as Relações Sociais

Levando em conta os sintomas que o indivíduo com hipertireoidismo apresenta, principalmente os relacionados com transtornos psíquicos, como nervosismo, ansiedade, inquietação e alta excitabilidade, podemos perceber as dificuldades que são acarretadas ao convívio social e familiar do doente.

Como o indivíduo está sempre muito nervoso, inquieto e ansioso, seu convívio social torna-se difícil e pode trazer conflitos e consequências negativas  à sua relação com os outros profissionais no trabalho e também com os familiares. A pessoa com hipertireoidismo começa a ter dúvidas sobre a sua própria personalidade e seu modo de tratar as outras pessoas, devido ao aumento de hormônios que alteram o seu comportamento.

A pessoa, ao perceber essas mudanças comportamentais e outros sintomas já citados, deve procurar um médico rapidamente, evitando assim maiores problemas pessoais, e buscando tratamento, a fim de ter saúde e uma melhor qualidade de vida.

Referencias Bibliográficas


  • ANDRADE, Vânia A. Tratamento do hipertireoidismo da Doença de Graves. Porto Alegre, jul 2001. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia. Disponível em:                                                                                < http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302001000600014>. Acesso em: 22 nov. 2012.</li>
  • DIEHL, Leandro. Hipertireoidismo. Disponível em: <http://www.portalendocrino.com.br/tireoide_hipertireoidismo.shtml>. Acesso: 21 nov. 2012.</li>
  • GUYTON, Arthur; HALL, John. Tratado de Fisiologia Médica. 12° edição. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.</li>
  • MACIEL, Léa M.Z. O exame físico da tireoide. Ribeirão Preto, 2007. Temas de Ensino Médico. Disponível em: <http://www.fmrp.usp.br/revista/2007/vol40n1/tem_o_exame_fisico_da_tireoide.pdf>. Acesso em: 22 nov. 2012.</li>
  • SANTOS, Cristiano et al. Hipotireoidismo e hipertireoidismo: aspecto patológico e principais tratamentos medicamentosos. Disponível em: < http://www.fasb.edu.br/congresso/trabalhos/AENF08.10.pdf>. Acesso em 22 nov. 2012.



    Links relacionados

    1.ABC da Saúde – Hipertireoidismo: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?247

    2. Drauzio Varella – Hipertireoidismo e hipotireoidismo: http://drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas/hipertireoidismo/

    3. MD.SAÚDE – Doenças e sintomas da tireoide: http://www.mdsaude.com/2009/02/doencas-sintomas-tireoide.html

    4. Minha vida – Tudo sobre o hipertireoidismo: http://www.minhavida.com.br/saude/temas/hipertireoidismo#top1

    5. Portal São Francisco – Hipertireoidismo: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/hipertireoidismo/index.php

    6. Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – 10 coisas que você precisa saber sobre hipertireoidismo: http://www.endocrino.org.br/10-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-hipertireoidismo/

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