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Editor: Gibran da Costa Reis Colaboradores: Lucas Lopes da Fonseca e Rômulo Gomes Fontanella

Funções dos rins

Os rins estão envolvidos com funções diversas, desde a filtração, excreção de produtos indesejáveis, participando da produção de hemácias, produção de hormônios, regulação da pressão sanguínea, balanço químico e de líquidos e até mesmo na formação de ossos.

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Fonte: http://nutricaofcm.blogspot.com

Insuficiência renal crônica

A insuficiência renal ocorre quando há falência dos rins, podendo ser classificada em duas formas, insuficiência renal aguda e crônica. Na insuficiência renal crônica, a doença se desenvolve de forma lenta e progressiva, porém em pacientes idosos, pode acometer de forma mais agressiva, necessitando de uma abordagem um pouco diferente em relação a indivíduos pertencentes a uma outra faixa etária.

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Fonte: http://professorrobsoncosta.blogspot.com

Sintomas

Em algumas vezes, a insuficiência renal crônica apresenta-se assintomática, até que a função renal já esteja em um grau avançado de disfunção, tornando praticamente impossível, a reversão do quadro com tratamento além de dificultar o diagnóstico precoce. Os sintomas iniciais são de difícil percepção e incluem pressão alta, edema (inchaço), anemia leve e mudança no hábito de urinar, desde mudança da coloração, presença de sangue ou alteração na frequência e quantidade de urina eliminada, dor ao urinar e ocorrência de náusea e vômitos principalmente no período da manhã. Uma queixa freqüente por parte do paciente é a necessidade de levantar-se durante o sono para urinar.

Causas

Das diversas possíveis causas de se desenvolver insuficiência renal, as três mais comuns são pressão alta, diabetes e glomerulonefrite. Doenças menos comuns que podem levar ao quadro de insuficiência são infecção bacteriana, cálculos renais (“pedra nos rins”) e até doenças congênitas.


Tratamento

Até o ponto em que a função dos rins esteja aproximadamente em 10%, o tratamento pode ser por vezes feito apenas através de medicamento e dieta. O tratamento definitivo, no caso em que a função está em um nível incompatível com a vida, indicado para o portador da doença é o transplante dos rins. Na impossibilidade do transplante, é realizado o tratamento de suporte através da hemodiálise. Existem dois tipos de procedimentos dialíticos, a hemodiálise e a diálise peritonial. Segundo pesquisas realizadas pela Sociedade Brasileira de Nefrologia, em 2007, cerca de 73.600 pacientes dependem da hemodiálise para manter-se vivos, sendo 90,8%(66.833) em hemodiálise e 9,2% (6.772) em diálise peritonial. Na hemodiálise, o sangue é filtrado por uma máquina, onde são retiradas substâncias tóxicas ou desnecessárias ao organismo por filtração. O método de diálise peritonial utiliza um cateter que é inserido através de uma incisão no abdômen. Quando alcança o peritônio, uma membrana presente na cavidade abdominal, um líquido é injetado através do cateter e após um tempo, absorve as substancias que devem de excretadas e então o líquido é retirado. A escolha do método de diálise relaciona-se com a condição clínica de cada caso. Apesar de efetiva e suficiente para manter a vida do paciente, a diálise não supre inteiramente as funções que um rim preservado promoveria. A hemodiálise, por exemplo, substitui a função renal com um equivalente de somente 10 a 15%. Se possível, o paciente que possuir ainda uma função acima deste nível de cerca de 15% ou mais da função renal, recomenda-se preservar pelo maior tempo possível essa capacidade, antes de necessitar o tratamento de diálise. A maior causa de morte em pacientes cuja função renal necessita ser suportada pelo processo de diálise, são problemas cardiovasculares. Deve-se, a partir deste fato, buscar doenças cardiovasculares ou fatores de risco para desenvolvê-las. Como suporte à diálise, o paciente necessita fazer uso de medicamentos e também adaptar a dieta de acordo com sua condição clínica.

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Fonte: http://www.uniblog.com.br/bahiaonline

Dificuldades para o portador e importância da doação de rins

Além do prejuízo físico, o processo do tratamento por diálise traz um ônus sobre o estado psicológico do portador de insuficiência. Todo processo de hemodiálise dura de três a quatro horas sendo realizada três vezes por semana e no caso da diálise peritonial são necessárias seis trocas de líquido todo o dia. O paciente se vê numa situação em que deve mudar radicalmente sua rotina e seus hábitos, isso acarreta frequentemente doenças psicológicas como depressão além de dificultar a adesão e efetividade do tratamento. é importante destacar a extrema importância da doação de rins, que melhoraria a qualidade de vida e a sobrevida do paciente. No entanto, a quantidade de portadores de insuficiência renal crônica que necessitariam de transplante é muito maior do que o número de rins disponíveis para transplante. Dificuldades para alcançar um número ideal de transplantes abrangem desde a necessidade da conscientização da população a cerca da importância da iniciativa de doação de órgãos, fatores como a compatibilidade genética e até a necessidade de rapidez no transporte do órgão para o local da cirurgia.

Fatores de risco

Parâmetros como a idade, neste caso, pacientes idosos devem ser considerados um grupo de risco para doenças cardiovasculares, bem como portadores de diabetes mellito, que são considerados como portadores de doenças vasculares. Nestes dois casos, o tratamento da insuficiência renal deve ser usado com cautela. No caso dos indivíduos idosos, pode ser mais prudente que a hemodiálise seja evitada, e para os pacientes com risco cardiovascular, incluindo idosos e diabéticos, é necessário o controle e suporte das funções relacionadas. Um dos indicadores da capacidade de filtração renal utilizado nos métodos diagnósticos é o nível sérico de creatinina, um dos produtos eliminados na urina resultando da filtração dos rins. Se o valor estiver acima do normal (3 mg\dl), sem que outros determinantes da doença ainda sejam reversíveis, a doença tende a alcançar maior gravidade, evoluindo para insuficiência renal terminal (IRCT) em um período variável, de até 25 anos que é influenciado por múltiplos fatores. Alguns elementos envolvidos na gênese de problemas cardiovasculares são hipertensão e altos níveis de gordura no sangue (hiperlipidemia), sendo que, são condições altamente prevalentes na população.

Prevenção

Um fator de destaque deve-se a percepção de que a insuficiência renal crônica possui fatores de risco para o seu desenvolvimento que podem ser evitados, diminuindo a probabilidade de que a doença acometa os rins. A hipertensão, por exemplo, pode ter um risco menor de ocorrer se a ingesta diária de sal estiver abaixo do limite recomendado. A diabetes, uma doença que também é muito freqüente, pode ter menor chance de ocorrer se mantidos os níveis de colesterol e LDL no sangue abaixo dos níveis prejudiciais. O tabaco é outro fator de risco para a doença que pode ser evitado. Então a prevenção através de exercício físico, boa alimentação e bons hábitos de vida, ainda é a melhor forma para impedir o desenvolvimento da doença.

Referências Bibliográficas

CECIL, Russell L. Cecil medicina. 23. ed. Rio de Janeiro – RJ. Editora Elsevier, 2009.

GUYTON, Arthur C.; HALL, John E. . Tratado de Fisiologia Médica. 11. ed. Rio de Janeiro: Elsevier 2006.

MOORE, Keith L.; DALLEY, Arthur F. Anatomia orientada para a clínica. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabra Koogan, 2007.

Mirna Albuquerque Frota; Juliana da Costa Machado; Mariana Cavalcante Martins;Viviane Mamede Vasconcelos; Fátima Luna Pinheiro Landin- Qualidade de vida da criança com insuficiência renal crônica http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-81452010000300014&lang=pt

Trentini M, Corradi EM, Araldi MAR, et al. Qualidade de vida de pessoas dependentes de hemodiálise considerando alguns aspectos físicos, sociais e emocionais. Texto& Contexto Enferm 2004

Sociedade Brasileira de Nefrologia [site]. http://www.sbn.org.br/

Links Relacionados

1. Sociedade Brasileira de Nefrologia 2.Associação Brasileira de Transplante de Órgãos 3.ABC da saúde 4.Fundação Pró-Rim 5.The Transplantation Society 6.American Society of Nephrology 7.Nephrology Channel

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