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Autora: Leticia Janice Bertelli.

Colaboradoras: Anelise Darabas dos Santos e Carolina Elisa Froldi Vieira.


É o tipo de câncer que mais afeta crianças, sendo mais comum em menores de 15 anos, por isso, muito se estuda sobre a Leucemia Infantil. Por ser um câncer, gera muitos danos em níveis variados.


Conceito

Figura 01 - Leucemia

Fonte: http://www.einstein.br/espaco-saude/em-dia-com-a-saude/Paginas/leucemia-tudo-sobre-doenca.aspx

É caracterizada pela produção descontrolada dos leucócitos (glóbulos brancos), este descontrole é gerado através de uma mutação nas células linfogênicas ou mielogênicas, que darão origem a produção acentuada de leucócitos anormais o que conseqüentemente diminuirá a geração de células normais, com isso, aparecerão anemias, infecções e hemorragias que deverão ser tratadas o quanto antes para não levarem a conseqüências piores.


Tipos de Leucemias

As leucemias podem ser divididas em duas principais categorias: mielóide e linfóide. Estas, por sua vez, se subdividem em formas crônicas e agudas, que vão formar quatro principais tipos de leucemias conhecidos: Leucemias mielóides agudas e crônicas e leucemias linfóides agudas e crônicas. Essa diferenciação se dá através do nível de maturação da população neoplásica. Leucemias agudas, são rapidamente progressivas e afetam a maioria das células primitivas, é um defeito grave na maturação, que leva a um acúmulo de células imaturas, levando-as a não desempenharem suas funções normais. Enquanto que as leucemias crônicas têm progressão lenta, ocorre o aumento das células já desenvolvidas, essas normalmente têm capacidade de exercer suas funções normalmente.

O tipo que mais acomete crianças é a Leucemia Linfóide Aguda (LLA), seguida da Leucemia Mielóide Aguda (LMA). Leucemias Crônicas são mais raras na infância, a mais comum de se encontrar é a Leucemia Mielóide Crônica (LMC).

Figura 02 - Leucemia

Fonte: http://www.band.com.br/viva-bem/saude/noticia/?id=100000454077


Leucemia Linfóide Aguda (LLA)

A mais comum das leucemias e também o mais comum tipo de câncer infantil, abrange cerca de 75% dos casos de leucemia em crianças. Pode ser classificada a partir de suas características morfológicas, imunológicas e citogenéticas.

Acomete principalmente crianças de 3 a 5 anos, é mais comum em brancos e no sexo masculino.

Na LLA os linfócitos, responsáveis por combater as infecções encontram-se imaturos e abundantes, estes linfócitos imaturos ganham a corrente sanguínea e a medula óssea e acumulam-se no tecido linfático fazendo com que este fique edemaciado. Caso o paciente não consiga através da medula óssea produzir glóbulos vermelhos suficientes, podem ocorrer anemias, e caso o paciente também não esteja produzindo plaquetas suficientes para coagulação do sangue, podem ocorrer hemorragias. Além de que, os linfócitos ainda podem atingir outros órgãos, a medula espinhal e o cérebro.


Leucemia Mielóide Aguda (LMA)

Acomete principalmente crianças até 2 anos, sua incidência é de 5 a cada 1 milhão de crianças abaixo de 15 anos.

A clínica da LMA é muito parecida com a da LLA, porém, na LMA há um risco mais evidente de ocorrer sangramentos. Na LMA são produzidos granulócitos em excesso, os granulócitos são responsáveis por combater infecções, porém a medula óssea produz muitas dessas células e elas não amadurecem corretamente e não servem para combater infecções. Quando o paciente está com a contagem leucocitária elevada e grande blastemia periférica, notam-se complicações associadas à hiperviscosidade sanguínea (sangue espesso), como hemorragias e priapismo (ereção persistente). É comum casos de esplenomegalia (baço aumentado), hepatomegalia (fígado aumentado) e hipertrofia gengival. Crianças com síndromes genéticas, como: anemia de Fanconi, síndrome de Bloom, síndrome de Kostmann e síndrome de Down, apresentam maior risco de desenvolverem LMA.

Leucemia Mielóide Crônica (LMC)

Acomete ambos os sexos igualmente, e é raro o seu acontecimento em menores de 10 anos.

Ocorre uma produção excessiva dos granulócitos na medula óssea, fígado e baço. Também há produção de megacariócitos e monócitos. A medula óssea passa a produzir muita destas células que não amadurecem corretamente e a contínua produção de granulócitos acaba por expulsar outras células sanguíneas que estão saudáveis. É comum na LMC, um rearranjo cromossômico, que é encontrado em quase todos os pacientes com LMC, onde parte do cromossomo 9 quebra e se liga ao cromossomo 22, fazendo com que haja uma troca de material genético entre esses dois cromossomos. Este rearranjo determina a mudança de posição e função de determinados genes, o que resulta no crescimento celular descontrolado.

O paciente pode ser assintomático, sendo diagnosticado em exames de rotina comuns.

Sintomatologia

As queixas de uma criança com leucemia são muito parecidas com queixas de doenças comuns, visto isso, deve-se estar atento às crianças por mais que refiram queixas consideradas comuns:

Figura 03 - Leucemia

Fonte: http://www.ruadireita.com/saude/info/sintomas-e-sinais-da-leucemia-em-criancas/


- Cansaço fácil;

- Falta de apetite;

- Febre;

Alguns sintomas podem servir de alerta:

- Anemia;

- Hematomas;

- Dores nos ossos e articulações (comuns na LLA);

- Palidez;

- Vômitos e náuseas;

- Infecções;

- Hemorragias.

Na leucemia mielóide crônica os sintomas podem ser súbitos, agravando dentro de uma ou duas semanas.


Diagnóstico

O médico inicia o diagnóstico com uma anamnese completa e um exame físico adequado, posteriormente pode solicitar exames e procedimentos de diagnósticos.

O exame de aspiração da medula óssea ou biópsia de medula óssea (mielograma) é um procedimento delicado, o qual, através de uma quantidade pequena de líquido ou tecido da medula óssea se faz uma análise detalhada do número, tamanho, maturidade das células do sangue e de células anormais.

O hemograma, exame que avalia o tamanho, número e maturidade das diversas células sanguíneas, demonstrará alterações, o médico poderá solicitar ainda exames de sangue adicionais como análise bioquímica do sangue, avaliações hepáticas e renais e também estudos genéticos. Além desses exames, ainda podem ser solicitadas tomografia computadorizada, ultrassonografia, biópsias de linfonodos e punção lombar.

Na LLA, é comum serem realizadas imunofenotipagem e citogenética, além de avaliado o líquor, para verificar envolvimento do sistema nervoso. Na LMA o diagnóstico ocorre, além dos exames, através da identificação dos blastos, o material do exame também é submetido à técnica de imunofenotipagem e citogenética. Na LMC, é característico o exame apresentar uma alta proporção de glóbulos brancos maduros, em relação aos imaturos.


Tratamento

O tratamento tem comumente o objetivo de destruir as células leucêmicas, para que a medula óssea volte a produzir células normais. É feito normalmente em fases: a primeira é a fase onde se pretende atingir a remissão completa da doença, ou seja, um estado de aparente normalidade, que se obtém através da poliquimioterapia. Atinge-se a remissão completa com aproximadamente um a dois meses de tratamento. Nessa fase, o exame tanto físico quanto laboratorial não demonstrará mais anormalidades. Entretanto, muitos estudos feitos comprovam que ainda há uma doença residual, na qual, o organismo ainda abriga células leucêmicas, é por este motivo que se continua o tratamento para que não hajam recaídas da doença.

A partir desta etapa concluída, o tratamento vai ser diferente, dependendo do tipo de leucemia que o paciente apresentar. Se for leucemia linfocítica o tratamento pode perdurar por mais de 2 anos, se for mielóide pode durar aproximadamente menos de um ano.

Ainda são necessárias mais três fases: consolidação, onde se usa substâncias diferentes das usadas anteriormente; reindução, onde se repete os remédios utilizados na primeira fase e manutenção, onde se faz um tratamento mais leve, porém contínua por vários meses.

Em alguns casos é indicado o transplante de medula óssea, por exemplo, quando ocorre uma recaída na LLA.

No caso da LMC, houve uma revolução no tratamento com o surgimento dos medicamentos inibidores de tirosinoquinase, que é uma substância de importante progressão da célula leucêmica. O Glivec foi o primeiro deles a ser aprovado pelo FDA (Food and Drug Administration) nos EUA e pela Anvisa no Brasil (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Foram reveladas respostas hematológicas e citogenéticas vantajosas, somente obtidas com o transplante de medula óssea. É por isso, que o Glivec e o transplante de medula óssea são hoje as principais formas terapêuticas para a LMC.



Referências

- GOLDMAN, Lee; AUSIELLO, Dennis. Cecil – Tratado de Medicina Interna. 22ª ed. Rio de Janeiro: Editora Elsevier, 2005

- FAUCI, Anthony S.; KASPER, Dennis L; ET AL – HARRISON Medicina Interna. 17ª edicação. Rio de Janeiro: Editora Mc Graw Hill, 2008. Consultado no dia 10-11-2011.

- Leukemia. Disponível em: http://www.lpch.org/DiseaseHealthInfo/HealthLibrary/oncology/leukemia.html

- Leucemia infantil. Disponível em: http://www.psicologia.pt/artigos/textos/TL0038.pdf

- A leucemia em criança. Disponível em: http://www.ruadireita.com/saude/info/a-leucemia-em-crianca/

- Leucemias e linfomas. Disponível em: http://www.oncologiapediatrica.org/index.php?site/ver_artigo/31

- Características do câncer da criança e do adolescente, segundo a classificação de tumores infantis. Disponível em: http://www.inca.gov.br/tumores_infantis/pdf/5_caracteristicas_cancer_crianca_adolescente.pdf

- Leucemia na infância. Disponível em: http://www.abrale.org.br/apoio_profissional/artigos/leucemia_infancia.php

- Leucemia: Uma doença potencialmente curável? Disponível em: http://www.praticahospitalar.com.br/pratica%2042/pgs/materia%2002-42.html

- Leucemias suas formas clínicas e tratamento. Disponível em: http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/neuro/leucemia_kamila.htm

- Leucemia aguda. Disponível em: http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=344

Links relacionados

- Leucemias agudas na infância e na adolescência. Disponível em: http://www.inca.gov.br/rbc/n_47/v03/pdf/normas.pdf

- Leucemia linfocítica aguda na infância. Disponível em: http://pediatriasaopaulo.usp.br/upload/pdf/707.pdf

- Leucemia linfóide aguda: Uma doença curável. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-38292002000100010

- Leucemia mielóide aguda na criança: experiência de 15 anos em uma única instituição. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/%0D/jped/v79n6/v79n6a06.pdf

- Manifestações músculo-esqueléticas como apresentação inicial das leucemias agudas na infância. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/jped/v78n6/7806481.pdf

- When Your Child Has Cancer. Disponível em: http://www.cancer.org/Treatment/ChildrenandCancer/WhenYourChildHasCancer/index =- Pediatric Leukemias.Disponível em: http://www.chop.edu/service/oncology/cancers-explained/leukemia-diagnosis-and-treatment.html = =

- Leucemia: Tudo sobre a doença. Disponível em: http://www.einstein.br/espaco-saude/em-dia-com-a-saude/Paginas/leucemia-tudo-sobre-doenca.aspx

--LeticiaJBertelli 16h50min de 1 de dezembro de 2011 (UTC)

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