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Litíase biliar

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Autor: Alisson Hideto Hachiya
Colaboradores: Alexandre Lachi Gonçalves, Fábio Casagrande do Nascimento e Gabriela Morato Ferreira

 Introdução

A vesícula biliar é um órgão que se situa juntamente ao fígado, cuja função é armazenar a bile, produzida no
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Fonte: http://lenitamunhoz.wordpress.com/2011/08/31/colelitiase-ou-calculo-bilear/

fígado, que vai ser liberada depois das refeições para ajudar na digestão de gorduras. Entre as refeições, a parede da vesícula absorve a parte líquida da bile fazendo com que esta se torne mais concentrada. Esse é o processo da formação da litíase biliar, também conhecida como cálculo biliar ou “pedra na vesícula”.

Definição

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Fonte: http://www.medicinageriatrica.com.br/tag/calculo-biliar/

   

A litíase biliar é um depósito de cristais no interior da vesícula biliar ou nas vias biliares. Quando os cálculos biliares se localizam na vesícula biliar é chamado de colelitíase e, por outro lado, quando se localizam nas vias biliares é chamado de coledocolitíase.


Epidemiologia

Nos Estados Unidos, cerca de 30 milhões de pessoas têm litíase biliar. Em pessoas com idade entre 30 e 65 anos, na Europa, essa frequência é de 18,8% nas mulheres e de 9,5% nos homens. Já na população ocidental, 10 a 15% da população tem essa situação patológica sendo que cerda de 90% são cálculos de colesterol. Os cálculos são mais comuns em mulheres e em grupos de indivíduos como, por exemplo, os nativos americanos.

Tipos de cálculos biliares

Há 3 tipos de cálculos biliares:
•    Cálculo de colesterol
•    Cálculo de bilirrubinato de cálcio
•    Cálculo marrom
O cálculo de colesterol é a composição da maioria dos cálculos, tendo também o cálcio como componente.
O cálculo de bilirrubinato de cálcio, também chamado de cálculo preto, é o segundo cálculo mais comum, sendo encontrado geralmente em pessoas com destruição das hemácias.
O cálculo de cor marrom ocorre em cerca de 5% dos cálculos e, ao contrário dos outros, não é formado na vesícula biliar.

Formação do cálculo biliar

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Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/calculos-biliares/calculos-biliares-2.php

  

A formação dos cálculos na vesícula tem como marco uma falha na manutenção do equilíbrio dos componentes da bile. Normalmente a capacidade da vesícula biliar é de 40 a 50 ml, sendo que 600 ml de bile são produzidos por dia. A vesícula tem a capacidade de absorver água e eletrólitos concentrando a bile, por isso só consegue armazenar essa quantidade. Essa concentração pode interferir na solubilidade do colesterol e cálcio, que são componentes dos cálculos biliares. O aumento da concentração de colesterol e cálcio leva ao cálculo biliar.



Fatores de risco

Todas as pessoas podem desenvolver os cálculos biliares, mas existem fatores que aumentam essa chance ao alterar a composição da bile, são eles:
•    Obesidade
•    Dieta rica em gorduras e carboidratos e pobre em fibras
•    Falta de exercício
•    Hipertensão arterial (pressão alta)
•    Tabagismo
•    Perda rápida de peso
•    Períodos longos de jejum
•    Uso de hormônios e contraceptivos
•    Idade acima de 40 anos
•    Sexo feminino
•    Litíase em familiares
•    Gravidez
•    Diabetes
•    Anemia hemolítica: destruição das células vermelhas (hemácias)
•    Cirrose do fígado

Sintomas

Aproximadamente 70 a 80% das pessoas com litíase biliar permanece sem sintomas por toda a vida. É comum os cálculos biliares saírem da vesícula e se depositarem nas vias biliares, podendo circular e atingir o intestino delgado sem qualquer eventualidade. Quando os cálculos biliares causam obstrução parcial ou temporária de um
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Fonte: http://hmsportugal.wordpress.com/2011/01/20/pedras-na-vesicula-litiase-biliar/

ducto biliar, o indivíduo apresenta dor. Isso ocorre porque eleva a pressão dentro da vesícula e ocorre distensão. Quando há sintomas ele aparece por meio da cólica biliar que ocorre no momento em que o cálculo fica preso na saída da vesícula biliar, infundíbulo ou ducto cístico. A cólica biliar é uma dor aguda e contínua, localizada na topografia da vesícula biliar ou acima do umbigo, podendo irradiar para a escápula direita. Na maioria das vezes, a dor aparece depois de refeições gordurosas e refeições após jejum prolongado. Sua duração é normalmente de 1 a 5 horas, mas em casos em que essa dor persistir por mais de um dia deve ser pensado a possibilidade de ser colecistite ou inflamação aguda. A cólica biliar pode se repetir em intervalos de dias ou meses. Outros sintomas que podem acompanhar cada ocorrência de cólica biliar são as náuseas e vômitos. Em casos em que há inflamação dos canais ou da vesícula biliar, pode ocorrer febre. Se a febre for muito alta e acompanhada de calafrios, pode indicar colangite.

Complicações

Além da cólica biliar, a pessoa com cálculo biliar pode ter outras complicações, dentre eles:
•    Colecistite aguda: é a inflamação aguda da vesícula, ocorre quando o cálculo fica preso na saída da vesícula.
•    Coledocolitíase: ocorre quando o cálculo obstrui o canal (colédoco) que vai da vesícula até o intestino. Nesses casos, o paciente apresenta icterícia. A icterícia (amarelão) é devido a  bile ficar “parada” na vesícula e a bilirrubina (pigmento amarelado presente na bile) vai sendo absorvida e passa para o sangue.
•    Colangite: é a infecção dos canais biliares por bactérias devido a bile que fica estagnada por causa da obstrução.
•    Pancreatite: é a inflamação do pâncreas causada pelo suco pancreático que agride o próprio pâncreas em casos de obstrução dos ductos pelo cálculo.

Diagnóstico

A história da litíase biliar é bem característica e ajuda na orientação do médico para definir o diagnóstico. O
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Fonte: http://www.medicinageriatrica.com.br/tag/calculo-biliar/

melhor método para diagnosticar a presença de cálculos na vesícula biliar é a ultrassonografia, que ajuda a visualizar os sistemas biliares intra e extra-hepáticos, além da visualização do pâncreas e do fígado. Estudos que utilizaram a ultrassonografia demonstraram aumento na prevalência da litíase biliar em pacientes submetidos a transplante de órgãos. A colecistografia é eficaz no diagnóstico, sendo uma radiografia que mostra o trajeto de um contraste conforme vai sendo deglutido, absorvido no intestino, secretado na bile e armazenado na vesícula biliar. Em 98% dos casos são identificado os cálculos biliares na vesícula quando é usado em conjunto a ultrassonografia e a colecistografia.

Tratamento

Nos indivíduos assintomáticos, a retirada cirúrgica da vesícula (colecistectomia) não é indicada, exceto em casos que o cálculo é maior que 3 cm, está associado a pólipos, microesferocitose, anomalia congênita da vesícula. Nos indivíduos com dores intermitentes pode indicar a redução da ingestão de alimentos gordurosos. Em algumas condições em que o cálculo é constituído apenas por colesterol, pode ser feito o uso de medicamentos que o diluem. Entretanto, o cálculo pode voltar já que a vesícula continua presente. O tratamento mais comum em indivíduos que apresentam cólica biliar é a colecistectomia. Esta pode ser feita por via clássica ou via laparoscópica, senda que esta última a mais recomendada já que tem uma recuperação mais fácil e é menos dolorosa.

Referências Bibliográficas:

1) ANDRADE, João Rebelo de. A “pedra” na vesícula. Disponível em:< http://www.hospitaldaarrabida.pt/upload/5/fckeditor_files/file/HLuz_CGeral_trab_pedra_vesicula_iess.pdf> Acesso em 20 de novembro de 2012.

2) BÜRGUER, Dênis; JÚNIOR, Divino Martins. Doença biliar calculosa. Revista Ciência em Curso. V.3,n.3. Abril/junh.2008.

3) Cálculo biliar. Disponível em: <http://assuntodesaude.blogspot.com.br/2010/12/hoje-tive-algumas-dores-incomuns-e-por.html> Acesso em 14 de novembro de 2012.

4) Cálculos biliares. Disponível em: <http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/calculos-biliares/> Acesso em: 14 de novembro de 2012.

5) COELHO, Júlio Cesar Uili; CONTIERE, Fabiana Loss de; MATIA, Jorge Eduardo Fouto; PAROLIN, Mônica Beatriz; GODOY, Jose Luiz de. Prevalência e fisiopatologia da litíase biliar em pacientes submetidos a transplante de órgãos. ABCD, arq. Brás.cir.dig.vol.22 no.2 São Paulo Abr/Junh.2009

6) DAVIDE, José. Litíase biliar. 2009. Disponível em: <http://www.alert-online.com/br/medical-guide/litiase-biliar> Acesso em: 17 de novembro de 2012.

7) KUMAR,V; ABBAS,A. K; FAUSTO,N. Robbins & Cotran. Patologia: Bases Patológicas das Doença. 8ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier.

8) Litíase biliar. Disponível em: <http://saude.sapo.pt/saude-medicina/medicacao-doencas/doencas/litiase-biliar.html> Acesso em 17 de novembro de 2012.

9) Pedra na vesícula – Colelitíase | Sintomas, diagnóstico e tratamento. Disponível em: <http://medfoco.com.br/pedra-na-vesicula-colelitiase-sintomas-diagnostico-tratamento/> Acesso em 14 de novembro de 2012.

10) Tudo sobre cálculo biliar. Disponível em: <  http://www.saudecominteligencia.com.br/calculobiliar.htm> Acesso em: 14 de novembro de 2012.

Links relacionados:

1)    Litíase vesicular assintomática. Operar ou não operar? http://www.sgsp.org.br/arquivos/revista_gastro/vol_1_2011/revista-gastro_vol1_n2_2011.pdf
2)    Fatores antropométricos, bioquímicos e dietéticos envolvidos na litíase biliar. http://www.dominioprovisorio.net.br/pesquisa/revista/2008Vol19_3art07fatoresantro.pdf
3)    Prevalência e fisiopatologia da litíase biliar em pacientes submetidos a transplantes de órgãos.  http://www.scielo.br/pdf/abcd/v22n2/11.pdf
4)    Litíase biliar assintomática em mulheres: aspectos epidemiológicos e clínicos. http://www.academicoo.com/artigo/litiase-vesicular-assintomatica-em-mulheres-aspectos-epidemiologicos-e-clinicos
5)    Litíase biliar (cálculos na vesícula). http://www.educare.pt/educare/Opiniao.Artigo.aspx?contentid=7803CEABCA673686E0400A0AB8002553&opsel=2&channelid=0
6)    Prevalência ultra-sonográfica de litíase biliar em pacientes ambulatoriais. http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-69912005000100011&script=sci_arttext
7)    Correlação entre hipomotilidade da vesícula biliar e desenvolvimento de colecistolitíase após operação bariátrica.  http://www.jsnutricionista.com/imagens/Colecistolit%C3%ADase%20ap%C3%B3s%20opera%C3%A7%C3%A3o%20bari%C3%A1trica.pdf
8)    Colecistectomia: Aspectos técnicos e indicações para o tratamento da litíase biliar e das neoplasias. http://www.fmrp.usp.br/cg/novo/images/pdf/conteudo_disciplinas/litiasebiliar.pdf

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