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Autora: Mayja Liza Ricardo

Colaboradores: Nancy Fernanda Gomes de Souza; Verônica Tiemi Okamoto


Anatomia das Mamas

As mamas são órgãos pares, situados na região peitoral. Apresentam no revestimento cutâneo da zona central, uma área circular hiperpigmentada denominada aréola e uma pequena saliência mediana conhecida como mamilo. Todo o corpo mamário é suspenso por fascículos conectivos fixados a fascia do músculo peitoral maior.

As mamas são irrigadas pela artéria mamária interna, artérias acromio-torácica, mamária externa, torácica superior e escapular, que terminam em plexos capilares a
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Fonte:http://sempremulhersempre.blogspot.com/2010_02_18_archive.html

o redor dos ductos e alvéolos
. Esta vascularização aumenta durante a gravidez.

O corpo mamário é um sistema complexo formado por glândulas mamárias, gordura e tecido conjuntivo. No meio deste complexo encontra-se um conjunto de unidades funcionais conhecidas como lóbulos mamários, que são representados por ductos (entre 4 e 18unidades). Estes ductos se abrem nos mamilos na forma de poro mamilar, com calibre reduzido, cada um cerca de 0,5 mm de diâmetro, e são responsáveis pela saída do leite pelo mamilo. Antes de alcançar o mamilo, estes ductos formam ampolas que servem para armazenar todo o leite produzido nos intervalos entre as mamadas.

Desenvolvimento das Mamas

As mamas iniciam seu desenvolvimento na puberdade. O hormônio responsável pelo crescimento das mamas é o estrogênio. Este hormônio atua sobre a parte glandular das mamas e no depósito de gordura, promovendo o aumento dos lóbulos mamários. Mas é no período da gravidez, que este hormônio é secretado com mais intensidade para agir no crescimento e ramificação dos ductos das mamas para a produção de leite.

Fisiologia das Mamas

O estímulo principal é a sucção do bebê, que envia mensagem ao cérebro (hipotálamo), que secreta o hormônio prolactina. A prolactina atinge a corrente sanguínea e os alvéolos estimulando as células secretoras de leite para a produção. A ocitocina é o hormônio responsável pela ejeção do leite.

Nos primeiros dias após o parto, o leite da mãe é conhecido como colostro, um fluído amarelo e viscoso, com alto teor de proteínas, minerais e imunoglobulinas. Também apresenta baixa concentração de gordura e alta concentração de lipídeos. Após o sétimo dia, o colostro tem sua composição modificada com o aumento da lactose e gorduras e diminuição das imunoglobulinas, até atingir as características de leite maduro.

O tamanho das mamas de uma mulher não é indicativo de uma maior capacidade da produção de leite, visto que as glândulas mamárias participam pouco do tamanho real das mamas. O tecido conjuntivo e o tecido adiposo (gordura) são mais responsáveis por este volume mamário.

O que é mastite?

O sistema de classificação de doenças inflamatórias de mama classifica a mastite em três categorias principais: mastite associada a malignidade, mastite infecciosa e mastite não infecciosa. Isto porque, várias doenças de pele não infecciosas imitam verdadeiras inflamações da mama (mastite infecciosa) e devem ser avaliadas pelo clínico minuciosamente.

Discutiremos neste estudo, a mastite infecciosa. Esta, acomete tanto a
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mulher
na fase do puerpério, quanto o recém-nascido. Causada pela entrada de bactérias gram positivas (Staphylococcus aureus), através de fissuras no mamilo ou na aréola do peito, é uma infecção que compromete a mama na fase do puerpério (logo após o parto). Estas bactérias quando presentes na região papiloareolar ou na cavidade bucal do recém-nascido, são suficientes para desencadear a inflamação.

Logo após a contaminação, as mamas aumentam de volume devido a estase láctea ou ingurgitamento, associado com sintomas locais de inflamação (dor, calor, rubor e tumefação).

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Este processo tende a ser unilateral e quando ocorre fora do período puerperal, exige do médico um diagnóstico mais detalhado que pela semelhança nos achados clínicos, pode ser comparado com carcinoma inflamatório.

Mastite Neonatal

Igualmente causada por Staphylococcus aureus, está relacionada com a hipertrofia mamária fisiológica do recém-nascido. Este tipo de mastite é induzida por hormônios maternos e as bactérias potencialmente patogênicas na pele ou mucosas se espalham para o parênquima mamário através do mamilo.

Deve-se dar atenção especial à recém-nascidos com presença de abscessos, febre e outros sintomas sistêmicos, pois podem indicar uma infecção grave.

É importante distinguir a mastite neonatal de hipertrofia mamária fisiológica, na qual o broto mamário não se apresenta avermelhado e a secreção (se houver), será leitosa e não purulenta.

Prevenção da mastite

Sempre que possível oferecer a mama ao bebê.

Quando a produção de leite for maior que a drenagem, deve-se proceder com a retirada manual do leite, através da expressão areolar até que o ponto de alívio da dor.

Garantir a flexibilidade com movimentos de flexão de toda a região antes de oferecer o peito.

Sempre oferecer por primeiro o mamilo que não esteja fissurado.

Quando os procedimentos preventivos para o ingurgitamento mamário e traumas mamilares são corretamente adotados, diminui acentuadamente a incidência de mastite.

Obs.: É indicada a suspensão temporária (entre 24 a 48 horas) a amamentação na mama com mamilo fissurado, e em casos em que a mãe relate muita dor.

Tratamento

No tratamento da mastite é indicado o uso de fármacos antiestafilocócicos e em alguns casos mais graves é recomendada a drenagem cirúrgica na mama. Para alívio da dor, utiliza-se fármacos analgésicos e para a febre utiliza-se fármacos anti-térmicos. O ideal é que o diagnóstico e o tratamento sejam sempre avaliados por um profissional da área.

Mecanismo de sucção

Orientar a mãe quanto a “boa-pega” do bebê no seio, fazendo com que dentro da boca do bebê sejam acomodados o mamilo e o máximo da aréola possível.

Durante a amamentação, os lábios da criança deverão ficar curvados para baixo em forma de “boca de peixe”, facilitando o fechamento entre a boca e o seio materno.

A língua do bebê deverá ser lançada para frente a ponto de conseguir apreender o mamilo e aréola.

O mamilo deve tocar o palato duro da boca do bebê, fazendo com que a língua se desloque para trás. Esta pressão criada entre a língua e o mamilo, é o resultado de uma boa sucção (boa pega).

O leite coletado na cavidade bucal do bebê, alcança o palato mole e provoca o reflexo de deglutição do bebê.


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Fonte:http://pediatravirtual.net/aleitamento-materno-exclusivo/

Tipos de mastite

Mastite glandular ou parenquimatosa: Inflamação dos elementos secretores da glândula mamária.

Mastite intersticial: Inflamação do estroma da glândula mamária.

Mastite periductal: Inflamação dos tecidos em torno dos ductos da glândula mamária.

Mastite fleimonosa: Inflamação da mama levando à formação de abcessos.

Mastite de células plasmáticas: Uma condição da mama caracterizada por infiltração do estroma mamário com células plasmáticas e proliferação das células que revestem os ductos, possivelmente relacionada a ectasia dos ductos mamários.

Mastite de estagnação: Um ingurgitamento local afetando um ou mais lóbulos da mama e formando um nódulo doloroso no órgão; ele ocorre durante o início da lactação.

Mastite supurativa: Infecção piogênica da mama.

Mastite retromamária ou submamária: Inflamação dos tecidos em torno da glândula mamária.

Referência Bibliográficas

GUYTON, A. C.; HALL, J. E. Tratado de Fisiologia Médica. 11ª. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006 HALBE, HANS WOLFGANG. Tratado de Ginecologia. 3ª. ed. São Paulo: Rocca, 2000. KOTRAN, KUMAR, ROBBINS. Patologia Estrutural e Funcional. 5ª. ed. Rio de Jneiro: Ganabara Koogan, 1996. DORLAND. Dicionário Médico Ilustrado. 28ª. ed. São Paulo: Manole, 2004. Manual instrucional para aleitamento materno de recém-nascido pré-termo. Acesso em 25/11/2011. Disponível em http://pediatriasaopaulo.usp.br/index.php?p=html&id=1163

Inflammatory disorders of the breast. Acesso em 25/11/2011. Disponivel em: http://www.uptodate.com/contents/inflammatory-disorders-of-the-breast?source=search_result&search=inflammatory+disorders+of+the+breast&selectedTitle=1%7E150

Mastitis and breast abscess in infants, children, and adolescents. Acesso em 25/11/2011. Disponível em: http://www.uptodate.com/contents/mastitis-and-breast-abscess-in-infants-children-and-adolescents?source=search_result&search=Mastitis+and+breast+abscess+in+infants%2C+children%2C+and+adolescents&selectedTitle=1%7E47

Links relacionados

Mastite Puerperla: Estudo de Fatores Predisponentes. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032000001000005

Mastite Puerperal. Disponível em: http://wwwmastite.blogspot.com/2010/05/mastite-puerperal-escrito-por-dr.html

Mamas no ciclo gravídico-puerperal. Disponível em: http://www.cremerj.org.br/palestras/99.PD

Mastitis Puerperal y Abscesos Mamarios. Disponível em: http://www.aibarra.org/Guias/6-11.htm

Puerperal Mastitis. Disponível em: http://obgynmorningrounds.com/blog/rounds/3-106-puerperal-mastitis/

Mastitis Causas y Manejo. Disponével em: http://www.unizar.es/med_naturista/lactancia%203/MASTITIS%20OMS%20(Trad.%20Lasarte).pdf

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