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Autor: Gabriela Correia de Brito Colaboradores: Talita Angeoleti Buss e Simone de Melo Folda

INTRODUÇÃOEditar

As doenças que acometem o sistema nervoso central (SNC) são de altíssima importância e de muita relevância clinica, já que envolvem morbidade e mortalidade e tem necessidade de terapia imediata na maioria dos casos. Diferentes substâncias podem levar a instalação de um quadro de “doença” no SNC, entre eles vírus, fungos, protozoários, helmintos e bactérias, que podem levar a manifestações clínicas variadas. Esse texto vai tratar de uma dessas doenças, a meningite causada por bactérias, que é o grupo de infecções mais freqüentes do SNC e acomete pacientes de diferentes faixas etárias, situações econômicas e regiões geográficas.

CONCEITOEditar

A meningite bacteriana é uma inflamação das meninges (que são as camadas que recobrem o
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www.brasilescola.com/doencas/meningite.htm

sistema nervoso) e que pode ser causada por vários tipos de bactérias. Entre as mais comuns estão Haemophilus influenzae tipo b (Hib), Neisseria meningitidis (meningococo), e Streptococcus pneumoniae (pneumococo). Escherichia coli ou Streptococcus do grupo B são causadores comuns da meningite em recém nascidos. A meningite bacteriana é uma doença aguda. Sua instalação e manifestação são súbitas. Os sintomas mais comuns são náuseas, vômitos em jato, febre, dores de cabeça muito fortes e rigidez de nuca. Mas é importante salientar que nem todas as pessoas apresentam esses sinais clássicos, especialmente bebês que são amamentados e recém nascidos. Nesses casos é essencial um profissional atento e com um alto grau de raciocínio clinico para fazer o diagnostico a tempo. Quando houver qualquer suspeita, mesmo antes da instalação da rigidez de nuca, deve-se procurar um serviço de saúde o mais rápido possível. Um diagnóstico rápido e um tratamento efetivo podem garantir a cura sem seqüelas.

EPIDEMIOLOGIAEditar

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Fonte: http://www.medplan.com.br/materias/8/8452.html

As vias de infecção que causam a doença são diretamente dependentes da faixa etária do paciente e do organismo causador. Por exemplo, em recém nascidos, os causadores mais comuns de meningite são justamente os microorganismos que podem ser encontrados no canal do parto, facilitando a contaminação do bebê. Em pessoas com o sistema imunológico comprometido infecções aparentemente simples como uma otite média ou uma sinusite podem, por contigüidade, dar origem a meningite.Mas a forma mais comum de infecção é pelo contato com gotículas de saliva de indivíduos infectados com os órgãos respiratórios de um indivíduo saudável, levando a bactéria para o sistema circulatório aproximadamente cinco dias após o contágio. O grupo de risco inclui crianças de até seis anos de idade (porque ainda não tem um sistema imunológico totalmente maduro), idosos e imundeprimidos (pacientes em tratamento para a AIDS ou transplantados por exemplo). A maior parte dos casos de meningite bacteriana acontece na infância (80-90%) e a incidência é maior nos meses frios já que nesse período há maior aglomeração de pessoas em lugares fechados, facilitando a disseminação das bactérias que causam a doença.

FISIOPATOLOGIAEditar

A maior parte dos casos de meningite bacteriana segue o seguinte “percurso” no organismo: primeiro ocorre a colonização da nasofaringe por uma das bactérias causadoras da doença. Essas bactérias por sua vez, invadem as células que formam a mucosa nasal e da faringe e entram na corrente sanguínea. A bactéria circula pelo corpo do hospedeiro causando um processo inflamatório generalizado. Esse processo inflamatório acaba aumentando a permeabilidade da barreira hematoencefálica (um espécie de escudo que deve proteger o SNC contra invasões) possibilitando que as bactérias então penetrem no liquor (liquido que circula entre os espaços existentes no sistema nervoso central). As bactérias então conseguem se reproduzir no espaço entre as meninges e a doença está instalada.


EXAMES LABORATORIAISEditar

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Fonte: http://esclerosemultipla.wordpress.com/2006/07/04/exame-lcr/

A confirmação do caso de meningite se dá através da analise do liquor (liquido que circula entre as meninges, obtido através de um procedimento chamado “punção lombar”). Nos casos de meningite ele estará turvo, ao invés de transparente (que é o normal). Além disso, a cultura bacteriológica ainda é o exame laboratorial com melhor custo-benefício já que permite o isolamento da bactéria, sua identificação e ainda a realização do chamado antibiograma (que analisa a sensibilidade da bactéria a cada tipo de antibiótico). Esses resultados são de suma importância para a decisão da adequada conduta médica, porém nem sempre estão disponíveis em tempo hábil, já que nos casos de meningite bacteriana a evolução do quadro é muito rápida e normalmente o médico deve iniciar o tratamento o mais rápido possível (a meningite bacteriana é uma emergência médica.

TRATAMENTOEditar

Conforme já citado o tratamento vai depender de qual bactéria esta causando a doença. Mas caso esta informação não esteja disponível e o médico tenha a suspeita o tratamento deve começar imediatamente com administração endovenosa de antibióticos de amplo espectro. Quando o médico tiver acesso aos achados laboratoriais pode haver um ajuste de conduta a fim de otimizar o tratamento. Mas o imprescindível aqui é agilidade, não se deve perder tempo em hipótese alguma. O pronto tratamento da doença normalmente resulta em rápida recuperação da função neurológica. Com os modernos antibióticos disponíveis hoje em dia a taxa de mortalidade da meningite por H. influenzae é menor que 5% e da meningite causada por meningococos é de 10%. As taxas mais altas de mortalidade são da meningite pneumocócica, que beira os 20%.

PREVENÇÃOEditar

A prevenção pode ser obtida com medidas simples como manter portas e janelas sempre abertas, mesmo no inverno. Evitar expor idosos crianças e imunodeprimidos a grandes aglomerações sem necessidade. Além disso, atualmente muitas vacinais com eficiência comprovada se encontram a disposição da população. Existem vacinas contra vários subtipos do H.influenzae tipo B e também para muitas das infecções causadas por meningococos. A adesão a vacinação deve ser incentivada em todos os casos. É importante também tomar as adequadas medidas preventivas (normalmente antibiótico terapia) em relação aos contatos próximos (pessoas que comeram na mesma casa, namorados ou namoradas, pessoas que dormiram juntas) especialmente nos casos de meningites meningocócica. Isso diminui as chances que a pessoa desenvolva a doença e carregue alguma seqüela.

CONCLUSÃOEditar

Portanto, é importante sempre suspeitar de meningite bacteriana quando houver instalação súbita de febre, dor de cabeça, vômitos e rigidez de nuca. A agilidade na busca de um serviço medico nesses casos pode significar uma cura livre de seqüelas e maiores transtornos.



REFERENCIAS BIBLIOGRAFICASEditar

1) CECIL, Russell L. Cecil medicina. 23. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009

2) ISSELBACHER, Kurt J. et al. Harrison medicina interna. 13. ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill, 1995

3) CARVALHANAS, Telma Regina ET AL. BEPA- Boletim Epidemiológico Paulista. Ano 2, nº 17, São Paulo, 2005. 4) Disponível em: <http:/www.brasilescola.com/doencas/meningite.htm> acesso em: 18 de nov. 2009.

LINKS RECOMENDADOSEditar

1)Uma reportagem compacta, com informações importantes em liguagem simples e acessível: <http://www.brasilescola.com/doencas/meningite.htm>

2)Site da secretaria de saúde e defesa civil do Rio de Janeiro, tem informações sobre a meningite e também sobre a hanseniase: <http://www.saude.rj.gov.br/Guia_sus_cidadao/pg_40.shtml>

3) Entrevista realizada pelo famoso Dr. Drauzio Varella: <

http://www.drauziovarella.com.br/entrevistas/meningite3.as

4) Mais uma reportagem em liguagem simples e acessível: < http://saude.abril.com.br/edicoes/0284/medicina/conteudo_224961.html> 5) Mais uma entrevista públicada no site do Dr.Drauzio Varella: <http://www.drauziovarella.com.br/entrevistas/meningite7.asp> 6) Artigo interessante sobre a fisiopatologia da Meningite: <http://www.copacabanarunners.net/meningite.htm>

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