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Pneumonia

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Editor: Aline Luiza Estevam

Colaboradores: Angela Bottin, Natalia Zardo e Renata Tavares



O QUE É PNEUMONIA?

Pneumonia significa qualquer inflamação pulmonar em que os alvéolos ou bronquíolos são preenchidos com líquido e hemáceas o que compromete a troca gasosa(O2/CO2). Essa doença é a maior causa de morte por doenças infecciosas no mundo, ficando em quinto lugar como causa de morte no Brasil.


Figura 1 pneumo
http://alternativehealthcarenews.blogspot.com/2009/08/fitness-tips-facts-pneumonia.html
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PRINCIPAIS BACTÉRIAS E MICROORGANISMOS

O tipo mais comum de pneumonia é a bacteriana causada com maior freqüência pela bactéria pneumococos e em segundo lugar pela Haemophilus influenzae. Além disso, alguns estudos mostram que a Moraxella catarrhalis e o Staphylococcus aureus também representam causas freqüentes de infecções respiratórias. A doença também pode ser provocada por outros microorganismos como vírus, fungos ou parasitas.


MECANISMOS DE DESENVOLVIMENTO DA DOENÇA

O mecanismo mais comum pelo qual o microorganismo patogênico chega ao pulmão em quantidade suficiente é através da microaspiração de micoorganismos presentes na boca ou faringe. Já a aspiração maciça ocorre apenas em indivíduos com alterações sensoriais, com algum distúrbio neurológico ou anormalidades em reflexos protetores como a tosse ou refluxo gastroesofágico.

O segundo mecanismo mais freqüente da infecção pulmonar é a inalação de microorganismos, em forma de gotículas aerossóis, que chegam através da respiração aos pulmões.

Outra forma de infecção, muito menos comum, é através da corrente sanguínea contaminada, com microorganismos específicos, que chega aos pulmões provocando infecção pulmonar.


SINTOMAS


Figura 2 pneumo
http://www.medicinageriatrica.com.br/wp-content/uploads/2007/03/pneumonia.jpg
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Os sintomas respiratórios são os mais comuns, incluindo a tosse, falta de ar, expectoração (tosse com catarro), principalmente quando acompanhados de febre.Calafrios e dor no peito também podem estar presentes. Nos idosos os sintomas costumam ser mais inespecíficos como perda de apetite, confusão mental, desidratação, já que a início da doença pode passar despercebido.




MECANISMOS DE DEFESA DO HOSPEDEIRO

As vias aéreas têm como principal função realizar a condução do ar e, por isso necessitam de mecanismos de defesa que as protejam da invasão de microorganismos. Essas barreiras à entrada de microorganismos patógenos dificultam a instalação dos microorganismos causadores da pneumonia.


A arquitetura das vias aéreas apresenta bifurcações em série que fazem com que um número significativo de partículas inaladas, incluindo microorganismos patogênicos, transportadas em direção aos pulmões, acabem se chocando com as paredes das vias aéreas e fiquem retidas antes de atingir as áreas de troca gasosa.
Figura 3
http://www.msd-brazil.com/msd43/m_manual/images/img_vias_aereas.gif
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Outro mecanismo de defesa relacionado a esta arquitetura é o aumento progressivo da área de secção transversa das vias aéreas, o que causa diminuição do fluxo aéreo ao longo do trajeto, fazendo com que as partículas inaladas percam grande parte de sua energia cinética, bem como os patógenos.


Se essas partículas patogênicas conseguirem ultrapassar essas barreiras, estarão sujeitas a outra defesa importante, os movimentos das moléculas de água nas pequenas vias aéreas, que condensam essas partículas, facilitando sua deposição. As células presentes nas vias aéreas possuem mecanismos para remover essas partículas que foram retidas. Elas agem em conjunto na defesa do pulmão, através de mecanismos como a tosse, constricção dos brônquios e transporte mucociliar (transporte do muco pelas células com cílios). Além disso, fatores de defesa como a resposta imunitária e a ativação de células inflamatórias também estão presentes nos pulmões.


FATORES QUE PREDISPÕE A INFECÇÃO

Os fatores de risco da pneumonia são muitos, de forma sucinta, aqui estão alguns dos mais importantes:


• A idade: idosos, bebês e crianças são mais susceptíveis

• Pessoas com Doença Pulmonar Crônica incluindo bronquite crônica e emfisema pulmonar
Figura 4 pneumo
http://graphics8.nytimes.com/images/2007/08/01/health/adam/17099.jpg
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• Pessoas com o sistema imune comprometido, comum em pacientes com AIDS, podendo também atingir pessoas com câncer, aqueles que fazem quimioterapia ou ainda que realizaram transplante de órgãos

• Medicamentos que debilitam o sistema imune como os corticóides

• Tabagismo: aumento do risco em 3 vezes comparado a não tabagistas

• Uso abusivo de drogas

• Uso abusivo de bebidas alcoólicas

• Doença do Refluxo Gastroesofágico

• Distúrbios de deglutição, como a disfagia

• Pessoas internadas na UTI

• Cirurgias, principalmente acima dos 80 anos

• Problemas cardíacos graves

• Problemas neurológicos

• Mulheres grávidas, devido a queda da imunidade

TIPOS DE PNEUMONIA


Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC)

Este tipo de pneumonia inclui casos de pacientes que vivem independentemente na comunidade, ou seja, que adquiriram a doença fora do ambiente hospitalar. A PAC é uma das doenças infecciosas mais comuns na sociedade e costuma surgir após uma gripe ou outra doença respiratória viral. A mortalidade da pneumonia adquirida na Comunidade costuma variar entre 5% e 12% em pacientes admitidos no hospital com a doença, sendo maior em casos de maior gravidade.


Pneumonia Adquirida no Hospital (nosocomial)

A Pneumonia Adquirida no Hospital, a pneumonia associada ao ventilador ou pacientes em tratamento de saúde, são aquelas que desenvolvem os sintomas no mínimo 48h depois da hospitalização ou que atingem pacientes previamente hospitalizados ou ainda que receberam tratamentos médicos específicos anteriormente. Estas representam a segunda infecção nosocomial(hospitalar) mais freqüente nos Estados Unidos. Este tipo de pneumonia é responsável por 25% das infecções me UTI e metade do uso de antibióticos neste local. Essa infecção também aumenta o tempo de internação do indivíduo em aproximadamente uma semana. A gravidade da Pneumonia Adquirida no hospital varia de acordo com o tempo de internação(até 4 dias ou posterior) do paciente no qual a infecção surgiu, podendo a mortalidade chegar a 50%.

FISIOPATOLOGIA

Os pulmões, pulmão direito e esquerdo, são projetados para realizarem, principalmente, a troca gasosa (troca de O2/CO2) através ventilação e perfusão. Para que isto ocorra, durante a respiração o ar é inspirado, passa pelas vias aéreas de condução ( laringe, traquéia, brônquios até bronquíolos), bronquíolos respiratórios e alvéolos, onde ocorre essa troca gasosa.

Figura 5 pneumo
http://www.medimagery.com/Respiration/pneumonia.jpg
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No espaço alveolar, de grande área, há vários capilares arteriais pulmonares que, em contato com os alvéolos, permitem contato ar-sangue. A captação do oxigênio e eliminação do gás carbônico ocorre através de uma membrana muito fina de células, sendo que a quantidade de ar que pode difundir-se depende da espessura adequada desta membrana e da área de troca.


A pneumonia começa com uma infecção alveolar, que progride com inflamação e abertura de poros que deixam escapar leucócitos e hemácias da corrente sanguínea para os alvéolos. Isso causa aumento da espessura da membrana e ainda reduz a área total da superfície pulmonar de troca gasosa, causando prejuízo na mesma.


Outra característica importante para haja uma troca gasosa eficaz é uma relação ventilação/perfusão adequada, o que significa que precisa-se tanto de uma quantidade de ar adequada nos alvéolos quanto uma quantidade de sangue adequada nos capilares que os circulam.


Esta propriedade pulmonar também se encontra anormal na pneumonia, em que a razão ventilação/perfusão está diminuída devido à inflamação pulmonar. Assim, o sangue circulante tem uma saturação mais baixa, ou seja, está menos oxigenado oferecendo menos suporte as células do corpo.

Quando este processo inflamatório se torna crônico, ocorre lesão tecidual que causa fibrose e cicatrização, prejudicando ainda mais a função respiratória.

COMO O MÉDICO COSTUMA FAZER O DIAGNÓSTICO?


O diagnóstico de pneumonia, na prática diária, normalmente se baseia na história do paciente( como os sintomas, estado de saúde prévio), no exame de raio-x(radiografia de tórax) e nos achados de exame físico. Alguns achados clínicos que aumentam a probabilidade de a pneumonia estar presente são: a febre, expectoração, aumento da freqüência cardíaca entre outros.


PREVENÇÃO


A prevenção da doença inclui medidas como:


- Parar de fumar.

LAVAR ~1
http://aprendendo-algododoce.blogspot.com/2009/08/como-lavar-as-maos-corretamente.html
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- Evitar drogas ilícitas.


- Evitar bebida alcoólica em excesso.


- Bom estado nutricional (pessoas com baixo peso ou obesas apresentam maior risco).


- Boa higiene previne a transmissão. Lavar bem as mãos com freqüência, sabonetes comuns ou álcool gel são suficientes.


- Vacinação em populações selecionadas, que reduz o risco de pneumonia, a vacina pneumocócica é um exemplo. Recomendações atuais são que a vacina deve ser administrada para todas as pessoas acima de 65 anos e para aqueles abaixo de 65 anos, mas que tenham doenças pulmonares crônicas, doenças cardíacas, diabetes mellitus, etilismo, doença hepática crônica e indivíduos que vivem em asilos.


-A vacina contra a gripe deve ser aplicada para pessoas acima de 50 anos, mulheres grávidas, profissionais de saúde, indivíduos que vivem em asilos e pessoas que tenham as doenças citadas acima. Essa vacina é importante porque a gripe pode causar pneumonia, em alguns casos.

Figura 8
http://www.senado.gov.br/sf/SENADO/PortaldoServidor/jornal/jornal77/saude_vacina.aspx
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-No hospital, para evitar a pneumonia adquirida no hospital, a higiene é de extrema importância, pela educação da equipe, desinfecção das mãos com álcool e vigilância microbiológica do ambiente hospitalar.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GOLDMAN, L.; AUSIELLO, D. CECIL - Tratado de Medicina Interna. 22. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.

PORTH, Carol Mattson. Fisiopatologia. 6ª edição. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan, 2004.

GUYTON, A.C. Tratado de Fisiologia Médica. 11 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.

ALMEIDA, Jose R.; FERREIRA, Olavo Franco Filho. Pneumonias adquiridas na comunidade em pacientes idosos: Aderência ao consenso brasileiro sobre pneumonias. J. bras. pneumol. v.30, n.3, pp. 229-236, São Paulo, Maio/Junho, 2004. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/jbpneu/v30n3/v30n3a08.pdf >.


THE NEW YORK TIMES, Pneumonia. A.D.A.M., Inc. Disponível em: <http://health.nytimes.com/health/guides/disease/pneumonia/overview.html >. Acesso em: 14 de novembro de 2009.

UNIFESP. Fisiologia Pulmonar. Disponível em: http://www.unifesp.br/dcir/anestesia/fisio_resp.pdf Acesso em: 14 de novembro de 2009.



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