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Editora: Carolina Maria Fiuza Colaboradores: Luciano Salerno e Renata Zomer

Bem, iniciaremos aqui uma conversa informal, onde buscamos atualização em temas importantes relativos a relacionamento entre pais e filhos. Sabemos, no entanto, que não vamos conseguir abranger todo o assunto, por isso mesmo tentamos colocar dúvidas e erros freqüentes nesta relação e que podem fazer parte de suas vidas.


Fonte: www.livroluz.com.br

Diálogo

           Iniciaremos com o que julgamos ser o mais importante e talvez o mais desastroso nessa relação: o diálogo entre pais e filhos, o mais importante de todos os diálogos.

Como é importante a existência desse diálogo... E como muitas pessoas esquecem...

Os filhos, desde pequenos sempre procuram encontrar apoio, informações, e tudo o mais junto aos pais, e nem sempre estes estão dispostos a "perder tempo" com as famosas "coisas de criança". Depois, quando surgem os problemas, perguntam-se "Meu Deus, onde foi que eu errei?".

Amigo, você errou quando aquele garotinho veio interromper "aquela coisa importante que você estava fazendo", e você disse que não tinha tempo. E ele ficou sem saber "o que é a maconha". Mais tarde, outra pessoa não tão bem intencionada ensinou o que era... mas da maneira errada. Agora você ainda acha que aquilo era muito importante?

E você, mamãe que não quis atrasar sua ida "àquela reunião com as amigas" para tirar algumas dúvidas de sua filha. E ela ficou sem saber como resistir aos avanços do namorado. E agora, você é vovó...

Sempre devemos ouvir as dúvidas dos filhos, por mais ocupado que estejamos, por mais tolas que sejam. Meia hora de diálogo pode evitar tantas dores de cabeça futuras.

A base de tudo deve sempre ser a família. Os filhos devem sempre participar das decisões importantes. Afinal, trata-se do futuro deles. Podem e devem opinar. O diálogo deve sempre ser franco a aberto, e TODAS as dúvidas exclarecidas.

Fazer os filhos, sempre é prazeroso. Quanto a criá-los, já começa a ser problemático. Todavia o grande problema começa quando eles começam a viver mais lá fora, e começam a ter uma série de dúvidas. É aí que mora o perigo. Se eles não se sentirem seguros de que seus pais estão dispostos a lhes dar tais ou quais informações, irão procurá-las com amigos, que nem sempre informarão corretamente.

Portanto tenham sempre em mente a enorme importância que tem o diálogo entre Pais e Filhos, e isso desde o início. Desde quando são bebês e não sabem falar, mas sabem ouvir. E desde a mais tenra idade as crianças têm necessidade de se sentirem amadas, precisam saber que são importantes para seus pais. Não basta dar beijinhos duas vezes por dia e nem comprar-lhe presentes caros. O mais importante é dar-lhe atenção desde o início. E depois, DIÁLOGO, MUITO DIÁLOGO.


Fonte: www.ibr_online.com.br/rosely_contrariar.html


"Atitudes essenciais"


Propusemos um conjunto de cinco atitudes essenciais em qualquer relacionamento interpessoal, especialmente importante durante a relação pais e filhos:

1. parar - isto é, interromper o que estiver fazendo para poder ouvir o filho, prestar atenção nele.

2. ouvir - a parte racional, prestar atenção no filho, dar valor à expressão do que ele propõe ou deseja.

3. olhar - a parte instintiva, ver para compreender, para completar aquilo que as palavras dos filhos não expressam de forma completa.

4. pensar - as percepções, mais o sentido que se pretende dar à formação dos filhos, juntos para compor a resposta.

5. agir - dar a resposta efetivamente, realizar alguma ação associada ao que iniciou esse relacionamento. Enfim, um processo todo, que na prática pode ser rápido, mas que é muito diferente da resposta meramente impulsiva.

"As primeiras vítimas da má educação dos filhos são os próprios pais. Os primeiros beneficiários da boa educação dos filhos também são os próprios pais."


Tipos de Pais


Sobre esse tema, ainda podemos falar muito, pois o relacionamento entre Pais e Filhos, é um assunto bem complexo, devido aos diversos tipos de pais que encontramos.

Inicialmente, vamos falar daqueles pais que procuram realizar seus sonhos através dos filhos. Por exemplo, aquele pai que acalentava o sonho de ser médico. Desde pequeno, procura incutir na cabeça da criança a maravilha que é ser médico. Argumenta "que é uma profissão linda, que cura as pessoas, salva vidas" (esquece-se de dizer que também pode matar se não for um médico competente). Daí, a criança cresce sofrendo aquela lavagem cerebral e, quando indagado sobre o que vai ser quando crescer, responde automaticamente: "Médico, né papai?".

Na verdade, o que deve ser feito é uma análise profunda sobre as reais vocações da criança, observando suas tendências, e mesmo fazendo um teste vocacional para que se possa chegar a uma conclusão sobre a carreira a seguir. Quantas vezes vemos um médico frustrado, porque sua vocação era outra.

Existem muitos pais que, por comodismo, preferem deixar que os filhos cresçam tendo todas suas vontades satisfeitas, sem mostrar-lhes limites, sem coibir-lhes os excessos. Não é por aí, pois as crianças sempre precisam conhecer seus limites, saber até onde podem chegar, e o que lhes é permitido.

Por outro lado, temos o oposto, ou seja, pais que impõe disciplina quase militar, tudo proibindo, tolhendo os passos e não deixando que a criança sequer se manifeste, sob a alegação: "Eu sei o que é melhor para meus filhos" Será que sabem mesmo? Ao impor as proibições, simplesmente dizem "Não pode, porque não pode". Também não é por aí, pois as crianças, se precisam conhecer os limites, também precisam saber o porque desses limites, ou seja: "Não posso usar drogas, ou fumar...por quê?". Se simplesmente forem proibidas "e pronto", existe o perigo de sentirem a curiosidade de provar, só porque "é proibido". E aí... os pais perguntam: "Onde foi que eu errei?"

O ideal é o meio termo, nem tanta liberdade (que acaba levando à liberalidade), nem tanta repressão. O que se deve fazer é ficar "em cima do muro", ou seja, através de muito diálogo, sempre procurar dar uma orientação segura sobre as coisas da vida. A criança precisa sentir confiança nos ensinamentos recebidos em casa, para não procurar informações fora. Lá nem sempre é bem orientado. É certo que dá trabalho manter esse diálogo em casa, essa orientação constante, mas é um trabalho compensador.

Existe ainda um ponto de equilíbrio importante nessa relação entre Pais e Filhos, que é o papel importantíssimo representado pelos PROFESSORES, estes, verdadeiros auxiliares dos pais. Vejam bem, não podem ser considerados os substitutos dos pais, devem sim, complementar a educação iniciada em casa. Porém, por vezes se vêem na obrigação de assumir as rédeas, devido à omissão de muitos pais.

Superproteção

O que é superproteção?

Superproteção é o cuidado excessivo por parte dos pais em relação aos filhos de maneira tal que estas crianças não se exponham a nenhum risco ou esforço e que contem com sua ajuda imediata em qualquer situação. Traduzindo em linguagem bem simples: os pais fazem aquilo que o filho deveria fazer ou evitam que faça o que deveria fazer.

Muitos pais têm medo de que algo de mau possa acontecer a seus filhos e então, mal deixam o filho se mexer dando-lhes a mão para não cair ou escorregar chegando mesmo a interferir na psicomotricidade da criança. A sua apreensão é tão grande que não deixam a criança fazer nada sozinha. Não lhe dão liberdade!

Outra causa da superproteção é a ansiedade: pais que não resistem, se impacientam e fazem o que deveria ser feito pelos próprios filhos seja porque não são capazes de esperar, seja por acharem que seus filhos nunca estão preparados para tarefas simples como, por exemplo, vestirem-se ou comerem sozinhos.

A criança superprotegida cresce sem a menor autonomia, sem a menor iniciativa e, quando está longe de seus pais, sente-se muitas vezes perdida!

É comum observarmos casais que estão vivenciando uma crise conjugal e, para evitarem olhar mais profundamente para seu casamento, dedicam-se com afinco à criação de seus filhos disputando quem cuida melhor da criança envolvendo-a num delicado processo de relacionamento no qual não deveria ser incluída!

Freqüentemente, casais trazem crianças aos consultórios e, feita uma avaliação, verifica-se que o duelo pelo quem dá mais bem estar à criança, camufla uma dificuldade no casal que está impedindo o desenvolvimento adequado de seus filho.

Existem inúmeras conseqüências negativas para a criança super protegida:

• Quando surge algo novo e diferente, bloqueiam-se e não sabem como reagir - afinal, sempre tiveram os pais por perto para resolver por elas... Há, portanto, dependência e passividade por parte da criança. • Imaturidade emocional, timidez social: são crianças que têm dificuldade no contato social com os amigos, na escola, apresentando respostas inadequadas às mais comuns das brincadeiras. • Exigência de atenção constante. Explosões emocionais quando sentem falta de atenção. • Intelectualmente lentas, sem capacidade de raciocínio já que, freqüentemente, fazem os deveres de casa ajudadas pelos pais.

Aos pais superprotetores, sugerimos que não desconfiem tanto das possibilidades dos seus filhos.

AS CRIANÇAS SÃO CAPAZES DE FAZER MAIS COISAS DO QUE PENSAMOS!

E, se não são aparentemente capazes, podem nos surpreender quando lhes damos oportunidades suficientes para desenvolverem potenciais às vezes escondidos ou atrofiados pelo excesso de proteção.


Permissividade

Dizem por aí, a respeito do relacionamento entre pais e filhos que, antes, imperava “a tirania dos pais” e, que atualmente, o que vigora é “a tirania dos filhos”!

Constatou-se, ao longo destes anos, que as gerações anteriores possuíam uma austeridade na forma de educar onde os questionamentos ao estabelecido pelos pais não podiam existir. Os filhos eram levados a obedecer devido a uma mistura de medo e respeito.

Atualmente, houve uma mudança para o pólo oposto. Estes filhos que cresceram debaixo desta “tirania” onde a lei vigente era “Não faça perguntas” “É assim porque quero que seja” ou ainda, “Obedeça, sou mais velho, sei o que é melhor para você”, tornaram-se pais muitas vezes PERMISSIVOS.

Todos os extremos são sempre perigosos e a PERMISSIVIDADE acarreta uma série de danos à estrutura emocional de uma criança. Vejamos algumas situações para exemplificar:

1- “ DEIXA, ELA É APENAS UMA CRIANÇA”

Ao deixarem seus filhos com inteira liberdade, pelo simples fato de serem crianças, muitos pais descansam em cima da idéia de que há tempo para imporem-lhe limites. Acreditam, erradamente, que deixando-os fazer tudo terão uma infância mais feliz. Porém pode ser tarde demais quando resolverem explicar aos filhos a importância da disciplina já que, quanto maior for a criança, mais complicado ficará dar-lhe limite.


Fonte: www.jfservice.com.br/1999/08/04_familia

2-COMODIDADE Quando os pais premidos pelo ritmo exaustivo em suas vidas acabam, por comodidade, consentindo que os filhos façam o que quiserem. Sabemos que para controlar uma criança é necessário atenção e constância, duas condições que exigem dos pais abrir mão de seus espaços de descanso e lazer. Não é então mais cômodo deixá-los vendo televisão até tarde ou brincando sozinhas no play ao invés de estar com eles em um programa infantil?!

3- CONFLITOS E CONFRONTOS

Pais que evitam conflitos e confrontos não impedindo ou corrigindo alguns atos de seus filhos.

Evitar estes momentos mais tensos, onde a criança desafia e questiona, pode levá-las a um dia não sentirem nenhuma responsabilidade por seus atos. Sabe-se que quanto mais claros forem os limites das crianças, menos problemas terão depois. Uma criança que nos seus primeiros anos fez absolutamente tudo o que quis, fará o mesmo e com mais argumentos quando for maior. Um adolescente que cresceu sem conhecer os limites, este sim terá choques e conflitos diários com seus pais chegando próximo da provocação ou guerra diária.


Fonte: www.brazilianpress.net/article_55.shtml

Estudos recentes mostram que os pais com o melhor tipo de interação são: Afetivos

· Proporcionam apoio emocional

· Demonstram interesse

· Usam pouco castigo

Democráticos

· Participação da criança nas discussões e nas decisões

· Nível alto de diálogo

· Explicações e respostas ‘a curiosidade da criança

Não indulgentes

• vigilância consistente e cuidadosa do cumprimento das regras.

Deve, portanto, ser tarefa diária dos pais orientar seus filhos a controlar seus impulsos através da atenção e da maior participação possível.

Quando uma criança apresenta problemas psicossociais, geralmente os pais têm algo a ver com eles! Ou porque são demasiados rígidos e exigentes ou porque foram excessivamente permissivos.

Se tantos pais se queixam da rebeldia de seus filhos, é porque praticaram um liberalismo excessivo, inspirado, quer na ternura, quer num egoísmo negligente, quer por reação ao método autoritário que sofreram na infância. Incapazes de exigir a obediência, rendem-se diante da indisciplina da criança e diante das suas exigências, que aumentam com a idade.

Uma das confusões mais contraproducentes é acreditar que deixando a criança agir livremente estaremos permitindo que “seja ela própria”.

São os pais que devem proporcionar os incentivos para refrear os gritos e explosões de temperamento. A criança pequena não adquirirá um controle sobre seus impulsos a não ser que lhe exijamos e eduquemos para isto!


Bater ou não bater?

<FIGURA 4> Fonte: www.cwbnews.com.br/cad%20especiais.htm

Bater ou não bater: eis a questão!

Freqüentemente pais chegam aos consultórios trazendo esta questão que tanto os aflige.

Se batem, sentem-se culpados ou procuram justificativas e o apoio para o que fizeram. Se não batem, sentem-se perdidos e perdendo o controle da situação.

Não acreditamos que a punição física seja a melhor solução para educar uma criança. É importante pensar em métodos eficientes e construtivos para colocar limites nos filhos.

Adolescentes e adultos relatam mais tarde o quanto sofreram com tapas, surras e beliscões e como sentiram-se humilhados, além de lhes ter gerado sentimentos de mágoas e ressentimentos. O reflexo disto pode atingir vários setores: descontar no irmão menor ou nos colegas de escola, tirar notas baixas, quebrar objetos importantes para os pais, etc.

O castigo é uma alternativa mais eficaz pois tem a função de fazer a criança parar para refletir e comprometer-se com seu ato.

A punição física, em compensação, funciona como um pagamento pelo que a criança fez: ela compra a liberdade de continuar a fazer tudo igualzinho. "Apanhava, pagava meu preço e logo em seguida estava pronta para outra", relata uma adolescente.

É bem verdade que, em muitas ocasiões, as crianças sabem como ser exasperantes! Provocam seus pais e quase os levam ao desespero. Quando não levam! E é nesta hora que os pais se descontrolam e batem.

Batem porque foram postos à prova em sua posição de autoridade ou porque foram expostos à uma situação constrangedora em público. Batem porque estão cansados, irritados ou frustrados com algo de ordem pessoal: trabalho, dinheiro, desilusões amorosas...

Como então condenar os pais se, afinal, todos somos vulneráveis ao descontrole?

Como lidar com a criança provocadora que, em busca do limite que seus pais deviam lhe assegurar, se depara com um adulto nervoso, descarregando nela uma cota de dor ou raiva que não foi desencadeada por ela?

Qualquer atitude extremada é sempre perniciosa!

Não bater e deixar fluir, fingir que não viu é:

1) permitir o desvio da hierarquia: através dos pais é que as crianças entram em contato com a hierarquia e aprendem a obedecer.

2) correr o risco de criar rebeldes ou selvagens mal educados que começam a ser rejeitados pelo grupo de amigos, escola, a serem excluídos de passeios e festas e criar uma criança insegura, que se sente desprotegida por não possuir pais competentes o bastante para deter seus impulsos.

Bater, por sua vez é:

1) incitar a agressividade – quem já não ouviu a sábia frase "Violência gera violência"?

2) estimular a mentira: é comum observar crianças que escondem as verdades para se protegerem de apanhar, e outras, que desenvolvem o hábito de jogar a culpa em outras pessoas para se livrar da punição.

3) desencadear o medo: há crianças que tornam-se fechadas, não expressam suas idéias claramente pelo medo tornando-se, mais tarde, pessoas sem iniciativa e pouco criativas

Diante deste impasse, os pais atuais começam a procurar por alternativas diferentes do modo como foram educados já que, ao longo do tempo, ficou mais que comprovado o quanto o uso da força é um método ineficaz para colocar limites nas crianças.

O castigo ainda é um recurso extremamente eficiente pois leva as crianças a desenvolverem um senso de responsabilidade sobre seus atos. Não basta simplesmente, levar uma palmada e tudo fica bem outra vez. Não basta um pedido de desculpas arrancado pela autoridade para "zerar" a grosseria ou falta de educação.

Quando colocamos uma criança de castigo, isto é, sentada em seu quarto ou sem ver seu programa de televisão preferido por exemplo, e lhe dissemos para parar e pensar no que fez, estamos ajudando-a a criar um senso próprio do que é certo ou errado. Afinal, nem sempre os pais estarão por perto para determinar o que é certo ou errado e elas necessitam ir criando suas próprias medidas sobre o que é um comportamento adequado.



Bibliografia

  1. Rosa, M.. Psicologia da Infância. V.2, Quarta Edição. Ed. Vozes. Petrópolis, 1986.
  2. Pulaski, M.S. Uma Introdução ao Desenvolvimento cognitivo da criança. Ed. LCT. Rio         de     Janeiro, 1986.
  3. Hersey, P., Blanchard, K. Psicologia para a Vida Familiar. Ed. EPU. São Paulo, 1986.
  4. Yablonsky, L. Pais e Filhos.Ed. Melhoramentos. São Paulo, 1988.
  5. Salk, L. O que Toda Criança Gostaria que seus Pais Soubessem. 15º edição. Ed. Record.    Rio de Janeiro, 1982.


Links Relacionados

1. http://an.uol.com.br/2000/ago/13/0ger.htm

2. http://www.ufmg.br/diversa/4/rebeldia.htm

3. http://prometeu.com.br/noticia.asp?cod=538

4. http://revistapaisefilhos.terra.com.br/

5. http://ajudaemocional.tripod.com/id.11.html

6. http://bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online

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