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Autora: Emelie O.Fischer

Colaboradores: Jessica Cunha de Almeida, Natasha Zemczak, Valmir João de Souza Filho.

Introdução

São manifestações inflamatórias infecciosas ou não do trato genital feminino incluindo vulva (parte externa do órgão genital feminino), vagina (parte interna do órgão genital feminino) e epitélio escamoso do útero (parte externa do colo do útero).

As vulvovaginites podem ter causas infecciosas como: bactérias, protozoários, fungos ou vírus e causas não infecciosas como corpos estranhos, alergias, traumas, manifestações de alterações celulares dos epitélios como descamações e causas psicossomáticas como stress.

Dentre as mais freqüentes causas infecciosas estão:

Tricomoníase

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Fonte: http://www.cefetsp.br/edu/stefanelli/dst/tricomoniasefeminina.htm

Agente etiológico:
Causada pelo protozoário Thrichomonas vaginalis.

Transmissão: Se dá principalmente pelo contato sexual desprotegido.

Sintomas na mulher: Quando na forma sintomática apresenta corrimento vaginal abundante de cores variando entre o amarelo e o verde, apresentando bolhas e odor desagradável, é mais perceptível depois dos dias em que se tem o sangramento menstrual. A infecção geralmente é acompanhada de prurido (coceira) ou irritação e dores. Na mulher é comum que se apresentem dores e desconforto nas relações sexuais, dor ao urinar e aumento na freqüência miccional (vontade de urinar). As áreas internas das genitas como vagina e cérvice (colo do útero) podem ficar edemaciadas (inchadas) e eritematosas (vermelhas) com lesões e pontos de hemorragia nas paredes o que é denominado colpitis macularis ou aspecto de morango. Um número considerável de mulheres infectadas não apresenta sintomas, entre 25% e 50%.

Sintomas no homem: No homem é mais comumente assintomática, quando sintomática apresenta fluxo leitoso e leve prurido. O tratamento é semelhante ao da mulher e importante para evitar a reifecção da mulher durante as relações sexuais.

Diagnostico: O método de cultura é o método preferencial porque a interpretação é simples e requer uma quantidade pequena do agente etiológico em relação a quantidade de material coletado para se detectar a infecção, porém são necessários alguns dias para a se obter um crescimento suficiente que favoreça a visualização. A alternativa para os dias de espera é fazer uma triagem por exames a fresco, que produzem resultados em um tempo menor porém são menos confiáveis, acompanhada de cultura para os pacientes que apresentaram resultados negativo evitando falsos negativos.

Tratamento: Metronidazol, tinidazol, ornidazol, nimorazol, carnidazol e secnidazol. Em gestantes deve-se dar preferência a aplicações tópicas como pomadas ou cremes.

Candidíase

É uma vulvovaginite não sexualmente transmissível

Agente etiológico: Causada de forma mais prevalente pelo fungo Cândida albicans sendo os demais também pertencentes ao gênero Câncida.

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Fonte http://www.dicasdiarias.com/candidiase-sintomas-e-tratamento/

Desenvolvimento: São contrados na orofaringe (porção que interliga o nariz e a boca à laringe e ao esôfago), cavidade bucal, dobras da pele, secreções pulmonares, vagina, urina e fezes e está distribuída na natureza. Se tornam patogênicos (capazes de produzir doenças) quando o local de a ser habitado se torna favorável ao seu desenvolvimento. Hiperglicemia e elevação do glicogênio vaginal por exemplo podem desencadear. Condições em que ocorre hiperglicemia ou aumento do glicogênio aumentam o substrato nutritivo dos fungos.

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Fonte: http://comofas.com/como-tratar-candidiase/

Sintomas na mulher: Caracteriza-se por prurido, ardor, dor durante a relação sexual e eliminação de corrimento vaginal semelhante a nata de leite, em grumos. A vulva (parte externa do órgão genital feminino) e a vagina (canal do órgão sexual feminino) encontram-se edemaciadas (inchadas) e hiperemiadas (avermelhadas pelo aumento daquantidade de sangúineo circulante no local), algumas vezes acompanhadas de ardor ao urinar e queimação. O corrimento, que branco e espesso, é inodoro e adquire aspecto de farinha quando seca aderido aos tecidos das roupas. Nas paredes vaginais e no colo uterino costumam aparecer pequenos pontos brancos ou amarelados. Os sintomas se tornam mais intensos antes da menstruação devido ao aumento da acidez vaginal.

Sintomas no homem: (balanopostite ou candidíase peniana): Dor na relação sexual, prurido (coceira) queimação ao urinar, assaduras na cabeça do pênis, inchaço; manchas brancas ou placas (lesões elevadas) no pênis e eventual secreção semelhante a sêmem. O tratamento é semelhante ao da mulher e importante para evitar a reifecção da mulher durante as relações sexuais.

Diagnostico: O exame clínico, seguido de exame fresco (microscópico) da secreção.

Tratamento: Principalmente Fluconazol e Itraconazol. Na gravidez, recomenda-se aplicações tópicas como pomadas e cremes. Monitoramento dos fatores que favorecem o desenvolvimento para evitar reinfeções.

Herpes Simples

Agente etiológico: Causada pelo vírus herpes humano (HSV 1 e 2)
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Fonte: http://www.mdsaude.com/2010/10/fotos-afta-fotos-herpes.html

Transmissão: É transmitida pelo contato direto entre pessoas mesmo que não exista nenhuma lesão ativa no momento. O vírus pode permanecer durante algum tempo sem manifestar sintomas e provocar novas manifestações de forma periódica. O HSV-1 provoca lesões nos lábios, gengivas e faringe, já o HSV-2 provoca as lesões semelhantes genitais. Em ambos os subtipos as lesões costumam desaparecer em no máximo duas semanas. As infecções pelo subtipo HSV-2 são mais freqüentes entre adultos pelo contato sexual e caracterizam vulvovaginites.

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Fonte: http://descasosdoprazer.blogspot.com/2011/06/boa-noite-o-herpes-genital-e-uma-doenca.html

Sintomas em adultos: Lesões cutâneas na forma de pequenas bolhas contendo líquido que formam crostas quando se rompem. Antes do aparecimento das lesões é comum manifestações locais como coceira, ardência, formigamento. Para o subtipo HSV-2 é frequente febre e ardência ao urinar. Existe a tendência das infecções se tornarem mais brandas e de evolução mais rápida nas recidivas. Sintomas em crianças: Nas crianças podem ocorrer lesões bocais facilmente confundidas com aftas.

Diagnostico: Exame clínico que pode ser suficiente nos casos que se apresentam da forma mais clássica, em casos mais complexos é feita a coleta de líquidos das lesões e é feito o cultivo do vírus em células de animais.

Tratamento: Não existe um tratamento definitivo, existem fármacos que são capazes de melhorar os sintomas, melhorar o progresso da lesão e reduzir o contágio de outras pessoas. Aciclovir, penciclovir,valaciclovir, famciclovir, adenisina arabinosídeo, trifluridina.

Gonorréia

Agente etiológico: Causada pela bactéria Neisseria gonorrehoeae.

Transmissão: Principalmente contato sexual, crianças podem adquirir a doença a partir da contaminação recente de objetos como toalhas por adultos infectado.

Sintomas na mulher: Prurido (coceira), irritação, ardência, aumento de a freqüência miccional com diminuição do volume urinário a cada ida ao banheiro, eliminação lenta e dolorosa da urina, fluxo purulento (semelhante a pus) de cores que variam de amarelo a verde que pode se tornar marrom quanto há a presença de sangue, geralmente de odor desagradável.

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Sintomas no homem:
Semelhantes aos da mulher sendo o prurido percebido no canal no pênis. O tratamento é semelhante ao da mulher e importante para evitar a reifecção durante as relações sexuais.

Diagnostico: Bacterioscopia (avaliação microscópica) e cultura. A bacterioscopia é indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para o diagnóstico no homem porém para mulheres, devido ao número de casos assintomáticos e da presença natural de uma grande quantidade de bactérias no trato genital, é indicada a cultura de amostras coletadas no endocérvice (parte interna do colo do útero)

Tratamento: Ofloxacina, ciprofloxacina, ceftriaxone, tanfenicol.

Referências Bibliográficas:

1 - NEVES, D. P. et al. Parasitologia Humana. 11ed. São Paulo: Atheneu, 2005.

2 – Vulvovaginites. Disponível em: http://reocities.com/HotSprings/villa/3235/vulvog.html

3 – MACIEL, G.P.; TASCA, T.; DE CARLI, G.A. Aspectos clínicos, patogênese e diagnóstico de Trichomonas vaginalis. J. Bras. Patol. Med. Lab., Rio de Janeiro, v. 40, n. 3, June 2004. Publicado em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1676 24442004000300005&script=sci_arttext. Jun, 2004.

4 - ÁLVARES, C. A., et al. Candidíase vulvovaginal: fatores predisponentes do hospedeiro e virulência das leveduras. J Bras Patol Med Lab v. 43 n. 5 p. 319-327. Publicado em: http://www.scielo.br/pdf/jbpml/v43n5/a04v43n5.pdf, outubro 2007.

5 – Candidiase tem cura: método natural e eficaz. 4ed. Editora estratégica, 2007-2011. Publicado em: http://www.candidiasetemcura.com/balanopostite/candidiase-masculina-ou-peniana-balanopostite#more-7.

6 – Candidiase vulvovaginal. Disponível em: http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=3636&ReturnCatID=1784

7 – MARTINS, C.R. et al. Cultura, isolamento e identificação da Neisseria gonorrhoeae.- Brasília: Ministério da Saúde, Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e AIDS, 1997. 72 p.: iI. (série TELELAB) Publicado em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/115_02cultura.pdf. 1997

8 – Gonorréia. Disponível em: http://www.cefetsp.br/edu/stefanelli/dst/gonorreia.htm

9 – Gonorréia. Disponível em: http://www.inf.furb.br/sias/parasita/Textos/gonorreia.htm

10 - OLIVEIRA, E.; SANVITTO, G.; GUS, P. & ZELMANOWICZ, R.U. Herpes simples. Publicado em: www.abcdasaude.com.br/artigo.php?234. Nov, 2001.

11 – VARELLA, D. Herpes simples. Disponível em: www.drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas/herpes-simples/

Links Relacionados:

http://www.jacyntho.com.br/php/artigos/FEBRASGO_2010.pdf

http://www.youtube.com/watch?v=5luCgGhqskY

EFischer 22h55min de 1 de dezembro de 2011 (UTC)

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